
Atualmente, a produção de um hectare de raízes de mandioca pode gerar uma renda de até R$ 20 mil de farinha.
O Governo do Amapá recebeu neste domingo, 29, cerca de 200 mil manivas-sementes de alta qualidade genética para estruturar 20 bancos clonais de sementes em parceria com a Embrapa/AP, Universidade Estadual do Amapá (Ueap) e Prefeituras. O objetivo é inserir nas produções locais materiais modificados e mais resistentes aos ataques de pragas, doenças e com mais produtividade na colheita. A aquisição faz parte do Projeto Reniva Amapá, coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Rural do Amapá (SDR).
Os investimentos do programa são de mais de R$ 800 mil e as manivas foram adquiridas no Pará, com um maniveiro credenciado pela Embrapa/PA. O programa tem como foco propiciar aos agricultores/produtores a disponibilidade das variedades e um cultivo com maiores produtividades e capacidade de convivência com as intempéries climáticas.
De acordo com o gestor da SDR, Janer Gazel, o intuito é criar no Amapá uma cadeia de sementes com maior qualidade e também já repassar aos produtores sementes para a produção de raízes.
“Foi dado um passo importante de uma grande caminhada que é de garantir a inserção tecnológica em nossa produção e também é uma oportunidade de mostrar para o agricultor que existe um mercado aberto, que é a venda das sementes da maniva no Amapá”, destacou.
Com o material adquirido, será possível obter cerca de 2 milhões de sementes, pois, cada hectare de banco clonal produz sementes para 10 hectares. No programa cada produtor recebe 12,5 mil sementes dos bancos clonais, para o plantio de um hectare.
“Nosso intuito é passar aos produtores um material de qualidade e para que no futuro ele possa colher mais e assim, vender mais. A consequência disso é uma cadeia de mandiocultura forte e rentável”, frisou o técnico da SDR, Fábio Santos.
Atualmente a produção de um hectare de raízes de mandioca no Amapá fica em torno de 6 a 10 toneladas, com uma renda de no máximo R$ 20 mil de farinha.
Já com a introdução das sementes melhoradas geneticamente será possível uma colheita entre 25 e 30, toneladas de raízes e uma rentabilidade de mais de R$ 60 mil de farinha, em um hectare de produção.
Acompanharam a chegado do material técnicos da SDR e Embrapa/AP; além do deputado estadual e produtor, Jesus Pontes.
Bancos clonais
Neste segunda etapa serão implantados bancos em Macapá - Parque de Exposições da Fazendinha, Campos Embrapa/AP (KM 42); além dos municípios de Mazagão, Tartarugalzinho, Amapá, Laranjal do Jari; além de produtores âncoras dentro do Programa de Produção Integrada de Alimentos (PPI).
Na primeira etapa ocorrida no ano passado, quando foram adquiridas 100 mil sementes e foram feitos nove bancos clonais, através de produtores âncoras do PPI, nas localidades de Mel da Pedreira, Tracajatuba, Salamito, Ressaca da Pedreira, São Pedro dos Bois, Limão e Massaranduba, todos em Macapá. Também nas comunidades de São Raimundo e São Sebastião, em Cutias do Araguari.
Acondicionamento
As sementes ficaram reguladas no campo experimental da Embrapa/AP, em uma área de sombra e os feixes colocados em pé e cobertos por palhas em um solo úmido. Com os devidos cuidados é possível manter as sementes em condições adequadas para o plantio por até 60 dias.
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