
Atividades serão, inicialmente, em 10 assentamentos que passam por mapeamento da SVS.
Foi assinado nesta quinta-feira, 31, um Termo de Cooperação Técnica entre a Superintendência de Vigilância em Saúde do Amapá (SVS-AP) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O documento trata sobre ações de vigilância em saúde oferecidas pelo Governo do Estado, que deverão atender até 56 assentamentos do estado do Amapá.
A assinatura foi realizada na SVS, com a presença do superintendente do órgão, Dorinaldo Malafaia, e do superintendente do Incra, Fábio Muniz. O termo prevê ações de combate à malária, instalação de mosquiteiros, detecção de casos suspeitos, busca ativa e de vacinação de crianças, adultos e idosos contra a doença e também contra outras, como a covid-19.
Inicialmente serão atendidos 10 assentamentos: Lourenço, Carnot, Pancada do Camaipí, Bom Jesus, Governador Janary, Matão do Piaçacá, Nova Canaã, Cedro, Munguba e Pedra Branca.
As ações já chegaram a algumas comunidades, como o caso do assentamento Bom Jesus e comunidade Cedro, que estão sendo mapeadas para integrarem um calendário de atividades nas regiões.
“Nós entendemos a dificuldade que o morador de um assentamento tem de completar o ciclo de vacina com a sua segunda dose, por exemplo. Hoje temos uma campanha nacional de recuperação do calendário vacinal, então essa iniciativa faz com que a gente chegue diretamente ao assentado, principalmente às crianças, que ficam expostas a diversas doenças nessas regiões, e não é apenas à covid-19, são diversas doenças como malária, sarampo, poliomielite, entre outras”, explicou o superintendente, Dorinaldo Malafaia.
De acordo com o Incra, são 56 assentamentos existentes no Amapá, sendo 40 criados pelo próprio órgão e 16 pelo Estado. A ideia é que as equipes da SVS integrem as ações já desenvolvidas pelo Instituto nesses espaços e contribuam com as ações de vigilância em saúde.
“Essa é uma parceria fundamental, já que muitos municípios não têm como abranger os assentamentos, por exemplo, uma cidade como Tartarugalzinho, onde existem sete assentamentos, é difícil de atender a todos, são comunidades da floresta, ribeirinhas, pessoas que não têm como se deslocar para uma unidade de saúde na cidade”, explicou o superintendente do Incra, Fábio Muniz.
O termo cooperativo tem vigência de dois anos, podendo ser prorrogado pelos órgãos. Inicialmente, as equipes irão trabalhar com o mapeamento das áreas junto ao Incra para estabelecer o cronograma de atividades nos locais.
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