
O Plano da Nova Economia do Amapá foi destaque, nesta quinta-feira, 17, na 12ª Reunião da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas (GCF Task Force), que ocorre em Manaus-AM. O governador do Amapá, Waldez Góes, apresentou o plano como alternativa de uma economia verde, circular, focada na bioeconomia e na baixa emissão de carbono.
Em seu discurso, Góes afirmou que é preciso avançar na agenda alternativa, pois são poucos estados e províncias no mundo que tem carbono negativo, ou seja, que elimina mais do que produz, a exemplo do Amapá.
“É desafiador preservar e ter que responder com oportunidades para as pessoas, conversamos de forma transparente com todos os segmentos, fazendo a agenda gerar alternativas, como a Nova Economia do Amapá. O Amapá é um estado que tem carbono negativo, 95% de área preservada e que temos o compromisso de até em 2030 alcançar o índice de desmatamento ilegal 0”, disse o governador.
Lançado pelo governador em 14 de fevereiro deste ano, o Plano da Nova Economia prevê um conjunto de políticas públicas para um novo e mais eficiente modelo de desenvolvimento econômico para o Estado, com a previsão de geração de mais emprego e renda, respeitando o meio ambiente e oportunizando a qualidade de vida aos amapaenses.
Para o Chefe do Executivo Estadual, este tipo de economia deve ser fortalecido com as decisões tomadas em espaços como a GCF, buscando soluções para problemas como acesso ao saneamento básico e o tratamento adequado dos resíduos sólidos, que afetam diretamente a área da saúde.
Góes exemplificou a modelagem pioneira adotada pelo Amapá para solucionar os dois problemas, que também estão ligados a uma economia verde, que é uma economia alternativa e limpa. Uma é o PPI do Saneamento, que vai universalizar o acesso ao saneamento básico e melhorar a qualidade de vida da população. A outra é o PPI de Resíduos Sólidos, no qual o Amapá foi o primeiro estado brasileiro a tomar a iniciativa de desenvolver este modelo de gestão para a destinação adequada de resíduos sólidos como reciclagem e outras destinações para reduzir os impactos ambientais e gerar emprego, renda e oportunidades.
Força-tarefa
Criada em 2008, a força-tarefa é a maior aliança subnacional para o clima e florestas e reúne 38 estados e províncias, que juntos detém 1/3 das florestas tropicais do mundo. Foi estabelecida com base em um memorando de entendimentos, fornecendo a base para a cooperação em assuntos relacionados ao clima, financiamento e tecnologia.
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