O Projeto Alôzinho completou cinco anos. Para celebrar a data, o Centro Integrado de Operações da Defesa Social (Ciodes) e os parceiros do programa realizaram uma programação hoje, 29, com estudantes e coordenadores do projeto nas escolas estaduais.
O momento foi de comemoração com os resultados positivos obtidos nos últimos anos, quando foram feitas ações educativas nas comunidades e nas escolas orientando as pessoas sobre os riscos das chamadas falsas. Esses trotes, geralmente, são cometidos por adolescentes e jovens que na maioria das vezes usam telefones públicos para não serem identificados.
A coordenadora do Projeto Alôzinho, Maria Neves, disse que o trote, além de ser crime, representa prejuízos para o Estado, com o deslocamento de equipes que poderiam estar atuando em ocorrências verdadeiras.
“Os trotes atrapalham os serviços da Polícia e do Corpo de Bombeiros em Macapá. Muitos chamados falsos obrigam as viaturas a saírem para atender uma ocorrência que não existe, e por conta dos trabalhos de conscientização essa realidade está mudando no Amapá”, destacou.
Efeito positivo
O Projeto Alôzinho foi instituído com base na Lei nº1.551, de 6 de junho de 2011, denominada "Patrícia Gonçalves Façanha". A lei foi criada em decorrência da tragédia ocorrida em 2006, por conta de um trote telefônico em Macapá.
O projeto é formado por uma equipe de policiais militares, civis, bombeiros e da polícia técnico-científica. O grupo realiza visitas a escolas públicas e por meio de palestras, vídeos, peças teatrais, cartilhas, folders e visitas ao Ciodes, é feito um grande trabalho de conscientização com crianças entre 9 e 14 anos.
As ações têm gerado efeito positivo. Segundo estatísticas do Ciodes, o número de trotes registrados entre janeiro e maio deste ano foi de 7.184 ligações, enquanto que no mesmo período de 2015, foram registradas 51.519 falsas chamadas.
A grande novidade desse ano é um novo projeto que lei de autoria da deputada estadual Maria Góes que visa multar as pessoas que praticam trotes no Estado. “Atualmente, o trote é crime, mas queremos que a lei seja mais rigorosa e esse projeto prevê uma multa de R$ 293. Esperamos que, com a aprovação da lei, os números sejam reduzidos ainda mais”, finalizou.
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