
A partir dessa visita, projetos para financiamento no setor cultural em Mazagão poderão ser apresentados.
Na tarde desta sexta-feira, 04, o governador do Amapá, Waldez Góes, e o presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, realizaram uma visita técnica na Vila de Mazagão Velho, berço da cultura amapaense, seguindo a agenda cultural em busca de novas parcerias para fomentar o setor.
Na ocasião, o governador acompanhado de moradores da Vila, do vice-prefeito de Mazagão, Hosana Nunes, e técnicos da prefeitura, apresentaram os principais pontos turísticos do local, como a trilha das ruínas, a igreja de Nossa Senhora de Assunção, a Festa de São Tiago, a orla do Rio Mutuacá e o artesanato Maracá Cunani.
O governador destacou a importância de manter a cultura viva.
"É o respeito às raízes, à história, estamos apresentando a vila de Mazagão, berço da cultura amapaense para o BNDES. São 252 anos de história, que passam de geração para geração, essa história que deve ser preservada e, a partir daqui, transformar em projetos culturais para manter viva essa história", disse Góes.
A partir dessa visita, projetos para financiamento no setor cultural em Mazagão poderão ser apresentados.
"Estamos em Mazagão para conhecer essa história que vem de outro continente e se estabelece aqui. Estamos investindo cada vez mais na cultura, iniciamos com a restauração da Fortaleza de São José e outros projetos virão", afirmou o presidente.
Para a marabaxeira Simone Reis, filha da terra, a visita representa a valorização da cultura amapaense.
"Essa visita é muito importante para nós, somos o berço da cultura amapaense, vai trazer muitos benefícios para a cultura e turismo", afirmou.
A visita faz parte de uma agenda cultural com o Banco. Na sexta-feira, 4, pela manhã, foi assinado com o BNDES e a Associação Pró Cultura e Promoção das Artes (APPA), o contrato para conservação, revitalização e requalificação da Fortaleza de São José de Macapá e seu entorno.
Serão mais de R$ 30 milhões investidos, com recursos do BNDES e do Tesouro Estadual, na maior fortificação construída pelos portugueses na América do Sul durante o período colonial, e que se prepara para a outorga do título de Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco).
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