
No Amapá, 80% dos pacientes internados por covid-19 não receberam nenhuma dose da vacina ou que estão com a vacinação incompleta.
No Amapá, o intervalo para aplicação da terceira dose da vacina contra a covid-19 passa de cinco para quatro meses (120 dias) após a segunda dose. A decisão foi pactuada pelo Governo do Amapá e as prefeituras durante a 5ª reunião extraordinária da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), na sexta-feira, 10.
A medida é válida para pessoas a partir de 18 anos que já receberam as duas doses dos imunizantes CoronaVac, AstraZeneca ou Pfizer há pelo menos, 4 meses. A dose de reforço deverá ser, preferencialmente, a vacina da Pfizer, independentemente de quais doses a pessoa tenha recebido anteriormente.
No caso de quem recebeu a vacina da Janssen, antes em dose única, o reforço pode ser aplicado com o mesmo imunizante em um intervalo de dois a seis meses após a primeira dose. A exceção é para mulheres grávidas ou no período pós-parto (puérperas) que tomaram a Janssen - elas devem receber o imunizante da Pfizer como segunda dose. Todas as medidas respeitam orientações repassadas pelo Ministério da Saúde (MS).
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde (SVS/AP), Dorinaldo Malafaia, acelerar a terceira dose é fundamental para garantir a proteção das pessoas contra a doença, já que dados informam que, no Amapá, 80% dos pacientes internados por covid são pessoas que não receberam nenhuma dose da vacina ou que estão com a vacinação incompleta.
“Temos aproximadamente 177 mil pessoas não vacinadas e estamos traçado estratégias de vacinação junto com a Organização Panamericana de Saúde, para fazer a busca ativa desse público e conter o aumento de casos positivos da doença no nosso estado, além de reforçar a conscientização sobre a importância de ser imunizado”, explicou.
Casos de covid-19 aumentam 52% no Amapá e programações de Réveillon são canceladas
Malafaia reforçou que o Estado segue abastecendo os municípios com as doses das vacinas.
Ações de vacinação
O Governo do Amapá tem feito ações de vacinação com campanhas em áreas de grande circulação, como shoppings; vacinação de casa em casa; vacinação noturna e aos finais de semana; exigência de esquema vacinal para grandes eventos; além de imunização em áreas quilombolas, ribeirinhas e indígenas.
Além disso, no último dia 6 foi decretado o cancelamento dos festejos de Réveillon 2022 promovidos pelo Estado e municípios. A decisão foi tomada com base no Relatório Epidemiológico do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp), que aponta um aumento de 52% nos casos de covid-19 nas duas últimas semanas.
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