
Crianças aprenderam sobre cultura afro por meio da roda de capoeira.
A programação da Semana da Consciência Negra iniciou nesta terça-feira, 23, com roda de capoeira e contação de histórias para o o público infantil no Museu Sacaca, em Macapá. Os pequenos aprenderam sobre representatividade, empatia, respeito e igualdade.
O evento “O Museu Sacaca Ressoa a Cultura Afro-Brasileira e a Miscigenação dos povos” é coordenado pelo Governo do Estado e busca reforçar a importância e a contribuição negra para a formação histórica e socioeconômica do Amapá. A programação segue até domingo, 28, com a exposição de telas afros, venda de artesanatos tucuju, apresentações artísticas, entre outras atrações. A entrada é franca e aberta para toda a população das 9h às 17h.
Veja aqui a programação completa
Histórias e Capoeira
Já no primeiro dia de ação, o museu recebeu a visita de 21 crianças da creche municipal Tia Chiquinha. Elas puderam despertar a criatividade e aprender sobre a identidade e cultura dos povos negros do Amapá, através de atividades lúdicas como a interação com o grupo União Capoeira (UCA), do conjunto Macapaba.
Na contação de histórias, as crianças aprenderam sobre a importância do curandeiro Raimundo dos Santos Souza, o “Sacaca”- que dá nome ao Museu - para a construção da identidade dos povos negros no Amapá.
Os pequenos também conheceram mais sobre o surgimento da capoeira como símbolo e identidade dessa cultura, por meio de uma linguagem voltada ao público infantil. Eles, ainda, passearam no barco Regatão.
Foi a primeira vez que Valetina Moraes, de 5 anos, teve contato com uma programação de homenagem consciência negra dentro de um museu.
“Eu gostei das historinhas que os tios contaram sobre o Sacaca e quero aprender a jogar capoeira. Estou muito feliz em está aqui”, afirmou Valentina.
De acordo com a diretora da creche, Adriana Lima, é primordial que crianças da educação infantil participem de eventos como esse, pois é através dessa valorização que é ensinado a eles sobre a importância da cultura afro.
“Ensinamos a eles que não existe distinção entre cores e classe social, pois todos somos iguais. Hoje eles puderam ver o significado de representatividade na prática, e, após a visitação, vamos fazer um momento de reflexão para que eles saibam que essa visita não foi somente um passeio, mas um resgate da cultura afro”, frisou a diretora.
O diretor-presidente do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Amapá (Iepa), Jorge Souza, enfatizou que o evento busca conscientizar a população sobre a herança dos povos afro que é tão predominante na cultura do país e, principalmente, no Amapá.
“Todos os anos, esse é um dos eventos mais aguardados pela comunidade”, destacou o gestor.
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO












