
Levantamento aponta que 177 mil pessoas deixaram de tomar o imunizante contra a covid-19.
Nesta segunda-feira, 22, o Governo do Amapá publicou o Decreto Nº 4344, que prorroga as últimas medidas de proteção a vida que foram adotadas. A validade das regras é de 14 dias, ou seja, até dia 6 de dezembro.
A prorrogação do decreto é uma medida preventiva em virtude do aumento de mais de 70% nos casos nas aldeias indígenas do norte do estado, nas últimas 5 semanas, e da taxa de positividade por RT-PCR, exame de covid-19, foi de 30,79%, nas três primeiras semanas de novembro, o que acende o alerta nos órgãos estadual e municipais de vigilância e assistência em saúde.
O documento oficial atende as recomendações do parecer epidemiológico do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp) e foi apresentado, via videoconferência, para representantes das prefeituras dos 16 municípios.
Com rigorosos protocolos sanitários e limitação de horários e quantidade de público, o decreto permite a realização de eventos sociais e corporativos, competições esportivas, shows, atividades turísticas, entre outros, além do funcionamento de serviços públicos, boates, bares e comércio.
Estratégias de controle
Devido ao aumento de casos confirmados da doença (+70% nas últimas cinco semanas), o governo executa, em todos os municípios, estratégias de reforço da vacinação e conscientização.
Um levantamento do Coesp aponta que cerca de 177 mil pessoas deixaram de tomar o imunizante contra a covid-19, o que prejudica as ações de combate. O governo alinhou com as prefeituras as estratégias de busca ativa para aumentar a cobertura vacinal e, assim, garantir maior segurança sanitária.
Ainda de acordo com o relatório, só nos últimos 21 dias a taxa de positividade por RT-PCR, exame de covid-19, foi de 30,79%, o que acende o alerta nos órgãos estadual e municipais de vigilância e assistência em saúde.
O presidente do Comitê Médico de Enfrentamento à Covid do Amapá, Pedromar Valadares, ressalta que a população não pode baixar a guarda e precisa manter as medidas individuais de proteção, como uso de máscara e distanciamento social, principalmente diante da ameaça da variante delta.
“As medidas se complementam, principalmente as de proteção. O uso de máscara deve continuar, mas muitas pessoas estão utilizando cada vez menos. Em ambientes fechados, onde há mais riscos, deve-se ter uma conscientização maior”, ressaltou Valadares.
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