
Força-tarefa integra corporações estaduais, municipais e federais de Segurança Pública.
O Governo do Amapá divulgou na segunda-feira, 25, o balanço das ações ostensivas de policiamento e repressão ao crime organizado, que fazem parte da operação “Saturação”, coordenada pela Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública (Sejusp).
As principais ocorrências foram de tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e descumprimento de decisão judicial. A força-tarefa registrou 32 boletins de ocorrência e 62 infratores.
Foram apreendidas 162 porções de drogas, nove armas de fogo e duas armas brancas, além de três veículos roubados que chegaram a ser recuperados pela polícia.
A força-tarefa contou com a participação de 1.588 agentes e 479 viaturas das forças de segurança (Polícias Militar, Civil e Rodoviária Federal, Guarda Civil Municipal e Companhia de Transportes e Trânsito de Macapá).
No policiamento de trânsito, foram 156 notificações emitidas e 87 testes de etilômetro aplicados, que resultaram em cinco conduções de motoristas por embriaguez ao volante.
As ações ocorreram nos municípios de Macapá, Santana, Laranjal do Jari e Oiapoque. Na capital, o policiamento foi concentrado para a pacificação de regiões de risco mapeadas pelas agências de Inteligência do Estado.
“O amplo alinhamento entre os agentes do Estado, federais e dos municípios garantiram o resultado que é, acima de tudo, preventivo e de pacificação”, detalhou o titular da Sejusp, Carlos Souza.
Repressão ao crime organizado
Em setembro, a Sejusp delineou cinco medidas para o enfrentamento à violência e repressão às organizações criminosas. São ações já implementadas pelo Estado e que seguem intensificadas:
- Transferência de líderes apenados, mapeados pelas agências de inteligência do estado em um amplo trabalho de articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário para a desarticulação desses grupos;
- Ações coordenadas das agências de inteligência da Sejusp, Polícia Militar (PM), Polícia Civil e Instituto de Administração Penitenciário (Iapen), junto com o Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes) para desmobilização das organizações criminosas e atuação estratégica das Forças de Segurança;
- Redução do expediente administrativo para reforço do contingente de agentes no policiamento ostensivo;
- Incursões pelas equipes especializadas nos locais de maior incidência de confrontos entre grupos criminosos;
- Articulação de ações conjuntas com a Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal para integrarem operações dentro de suas competências.
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