
O projeto deve chegar a todos os municípios
Nesta terça-feira, 17, a Secretaria Extraordinária de Políticas para a Juventude (Sejuv) juntamente ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), deram início ao Projeto Jovem Socorrista, que promoverá capacitação de primeiros socorros a jovens participantes do Programa Amapá Jovem. Capacitações terão início a partir desta quarta-feira, 18.
Inicialmente, o projeto contemplará monitores inscritos no programa e monitores voluntários. O objetivo é atender primeiramente em Macapá e posteriormente o projeto chegar aos demais municípios do estado. A previsão é de que o mesmo se expanda e renove de acordo com demandas a serem atendidas em todo o estado, contemplando o máximo dos mais de 12 mil jovens cadastrados hoje no Programa Amapá Jovem.
Para o secretário da Sejuv, Pedro Filé, um monitor desenvolve várias atividades dentro do programa e precisa estar minimamente preparado para diversas situações, inclusive no que se refere a esse primeiro atendimento de socorro.
“É muito importante que o projeto comece a capacitar esses monitores, que são as pessoas que estão na linha de frente e podem ser multiplicadores desse conhecimento, desdobrando nos demais polos”, ressaltou.
As turmas terão aulas teóricas e práticas pela manhã e tarde, tendo em seu último dia circuito simulado com os alunos, que estarão aprendendo na prática, o dia a dia junto ao SAMU.
“Quando falamos de situação de urgência e emergência, o fator tempo é fundamental. Quando fazemos com que o entendimento dos primeiros socorros sejam universalizados, principalmente com um público jovem que está em muitos lugares ao mesmo tempo, toda a sociedade ganha”, resumiu o secretário de Estado da Saúde, Juan Mendes.
O cronograma será em 3 níveis, atendendo ao intuito de abranger vários fatores que envolvem riscos de vida sendo: nível 1, que envolve animação cardiorrespiratória, convulsões e desmaios; nível 2, que trabalhará com traumas, mobilizações e transporte; e nível 3, sendo o mais aprofundado, com relação a procedimentos como curativos e ferimentos por arma branca ou de fogo.
Para a monitora e acadêmica de Medicina, Kamila Oliveira, essa oportunidade será uma possibilidade de multiplicar conhecimento.
“Saber dessa prestação de primeiros socorros é de fundamental importância porque enquanto jovens podemos estar promovendo saúde para toda a população, e estar desenvolvendo nosso protagonismo perante a sociedade”, destacou.
A professora e monitora, Lerrandra Souza, de 23 anos, costuma viajar a muitas comunidades ribeirinhas e indígenas e entende o projeto como uma oportunidade de levar a lugares mais distantes, o conhecimento adquirido através do curso.
“Participando dessa capacitação, os monitores poderão levar o aprendizado aos bolsistas, e esses podem estender para sua comunidade”, afirmou.
Segundo a diretora geral do SAMU, Eberenice Paula, um dos maiores problemas em relação aos atendimentos hoje são os trotes realizados, que se encontram em 37% das ligações recebidas.
“É preciso começar a trabalhar na conscientização dos jovens e isso é possível através de projetos como este. Nossa proposta é alcançar esse público, que é nosso alvo para agora”, completou.
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