
A Secretaria Extraordinária de Políticas para Mulheres (Sepm) capacitou técnicos do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AP) sobre políticas públicas para as mulheres e os protocolos específicos para atendimento integral e humanizado.
A qualificação da Sepm foi solicitada pelo tribunal que agora faz parte parte da Rede de Atendimento à Mulher (RAM) no acolhimento às vítimas de violência doméstica. O curso faz parte do Agosto Lilás - mês de Conscientização Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, que fortalece ainda mais esta relação entre os órgãos da RAM.
Um dos assuntos abordados foi a Campanha Sinal Vermelho - na qual a mulher desenha um X na palma da mão ou em um papel para denunciar casos de violência.
De acordo com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Campanha é prioridade e os órgãos do Judiciário devem acatar os protocolos necessários para acolher as mulheres em sua integralidade.
Foram explanados os mecanismos de enfrentamento que são os centros pertencentes à SEPM, como o Centro de Atendimento à Mulher e à Família (Camuf), Centro de Referência em Atendimento a Mulher (Cram) e o recém-criado Núcleo de Atendimento e Orientação às Mulheres Lésbicas, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais (AMA/LBTI).
A qualificação também abordou de que forma os atendimentos e acolhimentos podem proceder.
“A prevenção e a informação são nossos desafios diários. Nós orientamos, acolhemos e fortalecemos esta mulher vítima de violência e hoje é um dia importante, pois se inicia uma parceria. O TRE será mais um braço de fortalecimento na Rede de Atendimento à Mulher”, pontua a gerente de Projetos da SEPM, Alessandra Coelho, que ministrou a capacitação.
Os pontos principais foram voltados aos protocolos da RAM com a ficha unificada, além das especificidades do fluxograma da rede. Também foram mostrados os encaminhamentos relacionados à saúde, empreendedorismo e parte documental. Durante toda a qualificação, foram ressaltadas as palavras-chaves que rodeiam o atendimento humanizado: apoio, fortalecimento, sensibilidade, não à exposição da vítima, não à revitimização e desconstrução de clichês.
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