
O ambiente passa por revitalização e recebe adaptações.
O Governo do Amapá investe no resgate cultural e no fomento turístico na região do Curiaú, em Macapá. Um dos espaços a comtemplados com os investimentos é o Museu Antropológico, que possui mais 20 anos de existência. O ambiente passa por revitalização e recebe adaptações, mas mantendo a estrutura original, em formato octogonal (oito lados).
O projeto de reabertura do museu consiste em transformá-lo em um ambiente que agregue as manifestações culturais e religiosas como missas, ciclos de marabaixo e batuque, inclusive, apresentar a culinária e gastronomia da região, potencializando a rota turística.
Na última sexta-feira, 23, o titular da Secretaria Extraordinária de Políticas para os Povos Afrodescendentes (Seafro), Joel Borges, acompanhado por moradores da região, visitou as obras.
“A ideia é utilizar o espaço para atividades culturais, museológicas e também agregar valor ao povo quilombola, com políticas públicas para que a comunidade usufrua do espaço como fonte de renda”, explicou o secretário Joel.
O vereador Dudu Tavares também acompanhou a comitiva e fez referência à importância do trabalho desenvolvido.
“Valorizar esse espaço atende a um anseio da comunidade e é mais um passo na valorização da nossa cultura”, avaliou o vereador.
Identidade cultural
A professora Graça Senna, 55 anos, possui uma trajetória artística exemplar como artesã de móveis rústicos, artista plástica, poeta e escritora, e diz que o momento representa um marco para os ‘filhos do curiaú’.
“Vamos agregar valor, contemplando artistas, escritores, dançarinos, religiões de matrizes africanas e as curas através das ervas. Tudo faz parte da cultura negra que está adormecida e que podemos resgatar, atraindo turistas e gerando renda para a própria comunidade”, avaliou Graça.
A diretora da Escola Quilombola Estadual José Bonifácio, Claudete da Costa, também está motivada com a oportunidade de pode usar o espaço para apresentar o trabalho pedagógico diferenciado que é desenvolvido da instituição de ensino.
“Nosso foco é a nossa identidade quilombola com referência dentro do quilombo e, consequentemente, dentro da escola. Nós temos uma diversidade de alunos: ribeirinhos, quilombolas, assentados e urbanos. Cerca de 50% dos estudantes não residem na comunidade, mas nós fazemos um trabalho para agregar esses alunos ao nosso planejamento pedagógico de uma escola rural e quilombola”, afirmou a diretora.
A escola, que atualmente recebe 244 alunos do 1ª ao 9º ano, com idades entre de 6 a 15 anos, possui o projeto ‘Curiaú mostra tua cara’, onde é exibido todo o trabalho do ano letivo. A ideia é exibir o projeto no museu.
A previsão de entrega do novo Museu Antropológico do Curiaú é para 19 de agosto, dia em que é celebrada a festa de São Joaquim, o padroeiro da comunidade. As obras são executadas pela Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinf).
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