
Governador Waldez e ministro Rogério Marinho, em reunião no Setentrião
Nesta terça-feira, 29, dentro da Semana do Saneamento, o governador do Amapá, Waldez Góes, presidiu agenda no Palácio do Setentrião, que contou com a presença dos prefeitos dos 16 municípios, do ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho; do senador da República, Davi Alcolumbre; e do presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano.
O Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) do serviço de abastecimento de água e esgotamento sanitário foi assinado pelos 16 prefeitos do estado ainda no mês de abril e garante o lançamento do edital de concessão da Caesa, com um modelo único. O leilão está previsto para o dia 2 de setembro de 2021.
Durante o evento, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, frisou que a concessão é o tipo de ação transformacional que só acontece quando todos os atores estão alinhados e deve ser celebrada.
“O projeto do saneamento é um exemplo de política com propósito para melhoria na qualidade de vida do povo acima de qualquer gargalo político e deve ser seguido por todo o Brasil. Percebe-se que a colaboração e o senso de pertencimento são características culturais do povo amapaense”, afirmou.
O BNDES está discutindo e trabalhando com o Governo do Estado e prefeituras vários projetos, como o financiamento do plano logístico do estado; apoio ao estado na agenda de regularização fundiária, como forma de acelerar o processo; apoio na sindicalização e distribuição na venda dos créditos de carbono; e o projeto de restauração da Fortaleza de São José de Macapá, onde o banco vai atuar com recursos não reembolsáveis para instaurar o patrimônio nacional. Além de outros projetos com as prefeituras, como de resíduos sólidos e infraestrutura portuária.
“Além de tudo isso, vamos assessorar a construção da nova empresa do governo de serviço tridimensional: saneamento, energia e comunicação, que atenderá as regiões rurais do estado que não serão contempladas pela concessão”, informou Montezano, que também destacou que atualmente o Amapá, em termos regionais, é o maior cliente do Banco Nacional em quantidade de projetos.
Na ocasião, o governador Waldez Góes, destacou que o projeto de saneamento é uma modelagem única e explicou que o estado tem 900 mil habitantes e que não será possível o projeto ser formatado e nivelado para atender 100% da população. Por isso o governo vai assumir a garantia dos serviços para as regiões mais distantes.
“Nós temos pelo menos quatrocentas comunidades rurais de Oiapoque ao Jari. São indígenas, tradicionais, quilombolas, ribeirinhos e extrativistas, que serão o nosso foco agora. As concessionárias cuidarão do que o projeto abrange, e tudo que ficar fora do braço das concessionárias o estado vai cuidar através desta nova instituição em parceria com os municípios e apoio da bancada federal representada pelo senador Davi. Essa empresa será um braço social e de fomento”, destacou Góes.
O ministro de Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, afirmou que a viabilidade do projeto é possível pela unidade dos envolvidos.
“Isso só está sendo possível porque o Amapá está dando uma demonstração ao Brasil que a unidade é a favor do estado. São 16 municípios que se organizaram permitindo a viabilidade de um leilão que vai mudar a face do estado que mesmo sendo o maior reservatório de água doce do mundo, possui considerável deficiência na prestação do serviço a população local. Por isso quero parabenizar a todos os envolvidos nesta iniciativa histórica”, comentou o ministro.
O senador Davi Alcolumbre disse que o Amapá está saindo na frente do restante do país, com uma cadeia produtiva de geração emprego e renda e fortalecimento de serviços.
“Nós temos hoje um portifólio piloto da conscientização dos 16 prefeitos que assinaram um documento dando a oportunidade de um leilão garantir saúde para as pessoas. Para cada real investido em saneamento e água tratada serão economizados quatro reais na saúde. É uma virada de página geracional que está sendo promovido no Amapá em investimentos, melhor qualidade de vida, promoção e nivelamento de classes”, afirmou Alcolumbre.
São mais de R$ 3 bilhões em investimentos no setor para a universalização da distribuição de água tratada, coleta e tratamento de esgoto até o ano de 2033.
- Área
- Água e Esgoto
- Local
- Oiapoque
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Água e Esgoto no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO






