
Pelo segundo ano consecutivo, grupos usam a internet para o Ciclo do Marabaixo
Mesmo com as restrições impostas pela pandemia do coronavírus (covid-19) as caixas vão rufar e as saias coloridas vão rodar, mesmo que de forma virtual, no próximo domingo, 6 de junho. O chamado Domingo do Senhor, após o dia da celebração de Corpus Christi, tradicionalmente marca o encerramento da programação oficial do Ciclo do Marabaixo.
Pelo segundo ano consecutivo, a vedação da realização de eventos com grande público fez com que a programação tradicional seja de forma virtual, com transmissão ao vivo (lives) pela internet, que iniciam a partir das 18h, pela página “Marabaixo do Pavão” com retransmissão da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), ambas no Facebook.
No último dia a programação acontece com a participação dos cinco grupos culturais: Berço do Marabaixo (Favela), Raízes da Favela (Dica Congó), Marabaixo do Pavão, Raimundo Ladislau e Campina Grande (grupo da região rural de Macapá).
O Ciclo do Marabaixo recebe apoio do Governo do Estado, através das secretarias de Cultura (Secult) e de Políticas para Afrodescendentes (Seafro). Mesmo de forma virtual, a expectativa é fechar a programação de 2021 em grande estilo.
“Mesmo de forma virtual, faremos o melhor que pudermos, para manter viva e forte a nossa maior tradição”, afirma Valdinete Costa, representante do grupo Berço do Marabaixo.
O secretário da Seafro, Joel Borges, diz que mesmo em meio às dificuldades, o governo do estado cumpre seu papel institucional de apoiar e valorizar as manifestações culturais.
“O Ciclo do Marabaixo pelo segundo ano acontece em meio a uma pandemia que mudou a vida de todos. Ainda assim, adotando as medidas de segurança sanitária, buscamos apoiar e prestigiar a nossa maior identidade cultural”, argumenta o secretário.
Dia Estadual do Marabaixo
Ainda neste mês de junho, as caixas ainda voltam a rufar. Desta vez, será no dia 16, quando se comemora o Dia Estadual do Marabaixo, o qual será celebrado com uma programação que inclui lives, missas e rodas de conversas.
A data foi criada por conta do Projeto de Lei nº 0049/10, do falecido deputado estadual Dalto Martins. A data foi escolhida para homenagear a Santíssima Trindade. Aprovado pela Assembleia Legislativa, a lei foi sancionada em 2010.
A mais legítima manifestação cultural amapaense foi reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), em novembro de 2018.
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