O estudo será feito com investimentos de um acordo assinado em 2015, entre Amapá e Guiana Francesa, que prevê o acesso a recursos junto à União Europeia, no valor de 24 milhões de euros, algo em torno de 96 milhões em reais.
O projeto definirá as possíveis rotas, como China e Europa, além de indicar a viabilidade e possibilitar a descoberta de potencialidades do Amapá e da Guiana. As oportunidade de exportação do produto amapaense serão ampliadas. De acordo com o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Eliezir Viterbino, o mercado guianense tem o poder aquisitivo quatro vezes maior que o Produto Interno Bruto (PIB) per capita amapaense. Com mais potencial para compra e organizando a relação entre os governos, será possível um mercado econômico promissor.
O presidente da comitiva da Guiana Francesa, Rémy-Louis Budoc, que também é diretor de desenvolvimento da empresa Grand Port Maritime Guyane (GPM), o porto estadual da Guiana Francesa manifestou o interesse em firmar mais parcerias com o governo do Amapá. Entre elas, o desenvolvimento de novas rotas marítimas e rodoviárias.
Budoc destacou ainda a dificuldade que a Guiana encontra para importar produtos do Brasil. No caso do frango, por exemplo, o produto é levado primeiro para França, e depois, para a Guiana. Com o projeto de cabotagem implantado e a regulamentação de um posto de inspeção fronteiriça para fiscalizar os produtos, a expectativa é que seja mais viável a importação de mercadorias brasileiras. “Temos muito interesse em trabalhar o projeto de cabotagem junto ao Amapá e também de rodovias para que a logística de importação seja mais viável”, afirmou.
O chefe do Executivo ficou interessado nos projetos apresentados e disse que é importante trabalhar mecanismos de desenvolvimento no âmbito regional. “Estamos disponíveis para parcerias que tenham como resultado o desenvolvimento econômico do Amapá. São propostas interessantes que vamos avaliar como podemos contribuir”, disse Waldez Góes.
Na ocasião, Viterbino apresentou à comissão a Zona Franca Verde (ZFV), que oferece isenção fiscal do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), de matéria-prima regional de origem animal, vegetal e mineral. Também explicou o processo de certificação florestal e de concessão da Floresta Estadual do Amapá (Flota).
Participaram da reunião o vice-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Joselito Abrantes e técnicos do órgão.
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