
Ainda faltam mais de 5 mil doses serem aplicadas nas aldeias.
O Governo do Amapá, em parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e a Fundação Nacional do Índio (Funai), busca atingir 100% de cobertura vacinal nas aldeias indígenas do estado. O plano de vacinação contra a covid-19 ainda tem no cronograma mais de cinco mil doses para aplicar nos indígenas com mais de 18 anos.
As equipes de vacinação, compostas por enfermeiros e técnicos de enfermagem, percorrem as 142 aldeias do estado, nos municípios de Oiapoque, Pedra Branca e na unidade de conservação Parque do Tumucumaque, que fica na região do sudoeste do Amapá.
Além das aldeias situadas nas áreas de difícil acesso, indígenas que moram em Macapá foram mapeados e também foram priorizados na campanha. O coordenador distrital de Saúde Indígena da Dsei, Roberto Bernardes, reforça que um trabalho de conscientização está sendo feito para ir contra a desinformação em relação às vacinas.
“Ainda faltam mais de 2 mil doses só na D1, e na D2 mais de 3 mil doses a serem aplicadas. Estamos atualizando o cronograma semanalmente, mas ainda encontramos muita resistência em virtude de fake news e desinformação em relação às vacinas”, ressaltou.
Antes da vacinação nas aldeias, 35 profissionais de saúde passaram por testagem para verificar a presença do coronavírus, garantindo a segurança da população indígena. As equipes também estão responsáveis por coletar dados para identificação de indígenas e realizarem o preenchimento do formulário exigido pelo Ministério da Saúde para garantir a transparência do destino das vacinas.
De acordo com a coordenadora de imunobiológicos da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), Andréa Marvão, o cronograma segue de acordo com o planejamento montado.
“A coordenação de imunobiológicos se concentra em fazer as entregas dessas vacinas de acordo com a demanda do Dsei. Fizemos um planejamento e nos organizamos com a Secretaria de Saúde e com a SVS para capacitar todos os profissionais que atuam na força-tarefa”, disse Marvão.
Em janeiro, o Ministério da Saúde disponibilizou 31 mil doses da Coronavac, do Instituto Butantan, produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Do total do 1º lote, 15 mil foram destinadas para profissionais de saúde que atuam na linha de frente e 16 mil para população indígena.
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