
A força-tarefa interrompeu duas festas clandestinas no domingo, 28. Uma delas com cerca de 60 jovens no centro de Macapá durante a madrugada.
Com os altos números relacionados às infecções, internações e óbitos, um novo decreto entrou em vigor no Amapá no dia 26 de março, com medidas mais rígidas – o lockdown. As forças de segurança e vigilância em saúde atuam para conter festas clandestinas e aglomerações e em cinco dias contabilizam mais de 6 mil abordagens nos 16 municípios.
A Polícia Militar (PM), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil (PC/AP), Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) e Guarda Civil de Macapá estão nas ruas em tempo integral para fiscalizar de forma mais intensa o cumprimento do decreto, que vale até a próxima quarta-feira, 31.
A Polícia Civil registrou, só nos primeiros cinco dias, 35 pessoas presas em todo o estado e 81 estabelecimentos interditados.
Alguns estabelecimentos foram multados, como no caso de um que estava funcionando “à meia porta”. Em um primeiro momento, o local foi fechado e, em seguida, quando a fiscalização retornou, ele estava aberto novamente.
De acordo com a PM, no mesmo período, 6.265 abordagens foram feitas em todo o Amapá, sendo 3.442 pessoas, 344 estabelecimentos e 2.479 veículos fiscalizados. Toda a ação mobilizou 696 agentes de segurança pública e 216 viaturas distribuídos em 27 pontos de atuação em todos os municípios.
O diretor do Departamento de Polícia Especializada da PC/AP, delegado Fábio Araújo, explica que a intenção é proteger as vidas atuando com intensidade para conscientizar a população amapaense dos riscos.
“Estamos nas ruas para fiscalizar esses estabelecimentos e proteger as vidas que estão em risco neste momento. Ainda temos três dias de decreto e vamos atuar intensificadamente para que nos próximos dias haja uma queda nos índices e que possamos salvar mais vidas”, ressaltou.
Nas regras do decreto em vigência, alguns estabelecimentos podem funcionar com horários determinados e modalidades diferentes – seja delivery ou drive thru, e outros não podem funcionar.
Com a continuidade do decreto até quarta-feira, cidadãos e pontos comerciais de todos os municípios devem manter o cumprimento das medidas na intenção de recuar a proliferação acelerada da nova variante da covid-19.
Festas clandestinas e aglomerações
A força-tarefa interrompeu duas festas clandestinas no domingo, 28. A primeira delas reunia cerca de 60 jovens no centro de Macapá durante a madrugada. Seis pessoas foram detidas e levadas até o Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp) do Pacoval.
Durante a tarde, outra aglomeração festiva teve a fiscalização da PM e da SVS. Cerca de 30 pessoas, incluindo crianças e até um recém-nascido, comemoravam um aniversário no bairro Beirol, zona sul de Macapá. Vinte e quatro pessoas foram levadas ao Ciosp, onde prestaram depoimento. Um termo circunstanciado foi lavrado e, em seguida, as pessoas foram liberadas.
Foram registradas quarenta e cinco infrações ao decreto, além de 70 notificações de trânsito.
Para o superintendente da SVS, Dorinaldo Malafaia, o balanço das ações é positivo, ainda que se trate de um desafio fiscalizar o estado inteiro. Para o gestor, observou-se uma redução importante no movimento geral das pessoas e a ação correta e efetiva da fiscalização.
“Infelizmente, uma parcela da sociedade, especialmente jovens, ainda insistem em fazer de conta que não veem a realidade crítica que estamos vivendo. As punições aumentaram e este é o recado: não aglomere, colabore e se você descumprir, a fiscalização vai chegar até você”, declarou Dorinaldo Malafaia, da SVS.
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