Praticamente toda a verba usada desde setembro de 2020 tem sido do Governo do Amapá, por meio do Tesouro Estadual, para arcar com as despesas da área.
Segundo o Relatório Resumido de Execução Orçamentária (RREO), ao longo de 2020 o Amapá foi o estado brasileiro que mais investiu em saúde pública, alcançando a marca de 23,8% em recursos destinados somente da receita estadual. O investimento estadual superou o piso nacional, que assegura 12% da Receita Corrente Líquida (RLC) com gastos na área.
No Amapá, desde 2017 uma lei estadual exige no mínimo 15% de investimento em saúde por ano, logo o Estado superou as exigências nacional e estadual. O resultado foi estimulado pelos investimentos do governo estadual no decorrer da pandemia.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Juan Mendes, desde setembro de 2020 o Ministério da Saúde não disponibiliza recursos suficientes para o enfrentamento da pandemia, enviando, para os leitos cadastrados, o equivalente a R$ 1.600 por dia de internação. Assim, praticamente toda a verba usada desde setembro de 2020 tem sido do Governo do Amapá, por meio do Tesouro Estadual, para conseguir arcar com as despesas da área.
Em 2021, o montante estadual está sendo aplicado principalmente na ampliação de leitos que possam dar conta do aumento acelerado de casos resultantes da nova cepa do vírus. Ampliar tem sido uma estratégia contínua e a expectativa é de criação de 6 novos leitos nas próximas 24 horas, chegando a 97 UTIs. No comparativo com pacientes acometidos por outras patologias, os casos de covid-19 custam ao Estado cinco vezes.
"Um paciente de UTI com covid-19 custa por dia, em média, de 7 a 8 mil para o Estado. Contamos com equipe técnica 24 horas, equipe médica, de enfermagem, de fisioterapia, apoio nutricional, atendimento psicológico e medicamentos complexos de alto custo", complementou o secretário Mendes.
A verba estadual também está sendo aplicada para financiar a aquisição de insumos, medicamentos, equipamentos, proteção individual, pagamento do auxílio dos profissionais das contratações emergenciais e demais gastos.
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