
Evento aconteceu por videoconferência
A 1ª Reunião Ordinária da Assembleia Geral do Fórum de Governadores da Amazônia Legal destacou nesta sexta-feira, 5, o desenvolvimento sustentável da região como fortalecimento da agenda de captação de recursos e cooperação internacional, além de estratégias para ampliar a cobertura vacinal contra a covid-19.
O encontro, que foi realizado através de videoconferência, contou com a participação do embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, que ouviu demandas conjuntas e específicas dos representantes dos nove estados que compõem a Amazônia Legal (AP, AC, AM, MA, MT, PA RO, RR e TO).
Para o governador do Amapá, Waldez Góes, o trabalho integrado entre os estados será fundamental para um diálogo mais produtivo e organizado afim de combater problemas como o desmatamento ilegal e a queimada na floresta amazônica brasileira. Medidas de alavancagem da economia verde também foram abordadas na reunião.
Além das questões ambientais e econômicas, o chefe do Executivo também ressaltou a importância da articulação da embaixada americana no enfrentamento da pandemia. Ele sugeriu a compra direta entre as unidades federativas e as indústrias farmacêuticas americanas para garantir uma maior cobertura vacinal na região.
“Essa união nossa é decisiva. As oportunidades para fortalecer políticas na Amazônia vão surgir e nós precisamos estar organizados para o diálogo com as comunidades nacionais e internacionais, seja ela pública ou privada”, disse.
A Embaixada dos Estados Unidos apresentou a proposta de Joe Biden que prevê investimentos norte-americanos para proteção da floresta. Todd Chapman enfatizou a preocupação com a floresta e a população que vive na Amazônia.
“Quando cheguei no Brasil em março de 2020, eu acompanhei a crise da pandemia. Vi primeiro a escassez de máscaras e, depois, de respiradores. Com a vacina não é diferente. O governo dos Estados Unidos vai prestar este apoio ao Brasil, como fez anteriormente”, destacou o embaixador.
Ficou decidido também na reunião, que cada estado poderá alinhar diretamente com a Embaixada dos Estados Unidos as demandas específicas, além das pautas conjuntas do Consórcio da Amazônia Legal, para o avanço das soluções relacionadas a economia, saúde e meio ambiente.
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