
As comunidades do rio Oiapoque, rio Gurupi, rio Uruacá, rio Uaçá e BR-156 são algumas das visitadas até agora.
A aldeia Manga, situada no município de Oiapoque, distante 580 quilômetros de Macapá, foi a primeira da região do município setentrional a receber as doses da vacina contra a covid-19, a Coronavac, destinadas aos indígenas do Amapá.
O calendário de imunização continua nas outras dezenas de aldeias de toda a região, onde os profissionais enfrentam horas de viagens por carros, voadeiras e aviões para alcançarem o objetivo de levar a imunização. A estimativa do Distrito Especial Sanitário Indígena (Dsei) e da Secretaria Especial de Saúde Indígena do Amapá (Sesai), que dispõe de 16 mil doses encaminhadas ao Amapá pelo Ministério da Saúde, é alcançar 142 aldeias no Amapá e norte do Pará.
A segunda dose está programada para ser administrada em um intervalo de 20 dias à partir da data da primeira aplicação. Esta etapa da campanha nacional de vacinação deve atingir todos os indígenas aptos a receber o imunizante.
As comunidades do rio Oiapoque, rio Gurupi, rio Uruacá, rio Uaçá e BR-156 são algumas das visitadas até agora.
"Vendo o meu povo ser vacinado, principalmente meus parentes serem vacinados, eu estou muito feliz e acredito que tudo vai dar certo com essa vacina, que vai ajudar muito. Para as comunidades indígenas e para nós funcionários da saúde é uma grande conquista", afirmou Edileusa dos Santos, indígena Karipuna que também é agente de endemias e moradora do Polo Manga.
Os indígenas foram prioridade na fase inicial da vacinação por apresentarem alta vulnerabilidade e suscetibilidade a doenças respiratórias agudas graves, com mais chances de agravamento no quadro de saúde, o que pode levar a óbito.
"A vacina pra mim é um alívio, pra gente evitar essa doença que tá matando muita gente no mundo. E evitar também aqui entre as populações indígenas, então é de suma importância se vacinar para combater essa doença”, declarou o Karipuna e morador da aldeia Espirito Santo, Tarielson Forte.
Além da dificuldade de acesso e da complexa logística, as equipes do Núcleo Estadual de Saúde Indígena, coordenadas pelo DSEI, tiveram que enfrentar as disseminação de notícias falsas, o que colaborou para que alguns indígenas recusassem a vacina. Porém, a maior parte das aldeias compareceu em grande número aos locais de vacinação. A imunização prossegue nesta região até o próximo sábado, dia 30.
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