
Profissionais da saúde foram capacitados para atender a demanda de vacinação da população indígena.
O Governo do Amapá capacitou profissionais de saúde nesta quinta-feira, 21, para o início da força-tarefa que busca imunizar 7.616 indígenas com mais de 18 anos contra a covid-19. O trabalho, que alcançará 142 aldeias do estado, é uma parceria com o Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) e a Fundação Nacional do Índio (Funai).
As equipes são compostas por enfermeiros e técnicos de enfermagem. Conforme o planejamento, eles viajarão na sexta-feira, 22, por meio de aeronaves para as aldeias localizadas em Oiapoque, Pedra Branca do Amapari e Parque do Tumucumaque – unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza que fica no Amapá e norte do Pará.
O governador do Amapá, Waldez Góes, ressalta que a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), responsável pela assistência, e a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), que cumpre o monitoramento da doença, prestarão todo apoio necessário para o alcance de 100% do público-alvo desta campanha.
“Chegamos a mais uma etapa do enfrentamento. A imunização é um passo importante, mas devemos manter os protocolos de segurança sanitária. Vamos continuar unidos, poder público e sociedade civil, para combater a pandemia”, acrescentou.
Logística de imunização
Para o início da força-tarefa de vacinação nas aldeias, os 35 profissionais de saúde passarão por testagem de para verificar a presença do coronavírus, garantindo a segurança da população indígena.
Eles ficarão responsáveis pela vacinação e também pelas questões burocráticas (anotação, coletas de dados e identificação dos indígenas). O preenchimento do formulário, exigido pelo Ministério da Saúde, será realizado durante a ação para garantir controle e transparência.
O transporte das doses e dos profissionais será feito por meio de aeronaves para otimizar tempo e, assim, manter o acondicionamento necessário das vacinas. A imunização deve iniciar ainda nas primeiras horas da chegada da equipe, segundo o planejamento.
Além das aldeias situadas nas áreas de difícil acesso, 350 indígenas que moram em Macapá foram mapeados e também serão priorizados na campanha. De acordo com a Dsei, a busca ativa para a vacinação in loco será realizada nas casas de apoio das associações de representações indígenas e também nas residências particulares.
Distribuição das vacinas
O Ministério da Saúde disponibilizou 31 mil doses da Coronavac, do Instituto Butantan produzida em parceria com o laboratório chinês Sinovac. Do total do 1º lote, 15 mil foram destinadas para profissionais de saúde que atuam na linha de frente e 16 mil para população indígena.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou no domingo, 17, o uso emergencial da CoronaVac. Depois que as vacinas foram entregues aos estados, os governos ficaram responsáveis por levar as doses até os municípios, em parceria com o Ministério da Defesa.
As 31 mil doses chegaram ao Amapá na madrugada desta terça-feira, 19, por meio de uma aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB). As caixas térmicas com as vacinas foram transportadas com forte esquema de segurança, reforçada com agentes da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF).
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