A primeira cooperação é para a transferência da tecnologia de aquaponia, que foi desenvolvida pela Embrapa para associar a criação de peixes e camarões com o cultivo de hortaliças. Neste método, a água utilizada nos tanques é bombeada para fazer a irrigação da horta. Isso possibilita uma economia de 90% de água, se comparado à agricultura convencional, além da redução com os custos de adubo, uma vez que a água com dejetos dos peixes e camarões contém muitos nutrientes.
De acordo com o diretor-presidente do Instituto de Desenvolvimento Rural do Amapá (Rurap), José Maria Darmasso, os extensionistas do instituto e da Agência de Pesca do Amapá (Pescap) serão capacitados pela Embrapa para fazer a difusão do conhecimento entre os agricultores familiares. “Vamos transformar nossos extensionistas em multiplicadores, para que os agricultores e piscicultores que têm interesse possam aderir à tecnologia. Acreditamos que dois cultivos importantes em um espaço reduzido vão tornar esses produtores mais competitivos no mercado”, declarou.
Criação em cativeiro
Ainda com uma proposta voltada para sustentabilidade, o segundo termo de cooperação técnica prevê a elaboração de um projeto pela Pescap, utilizando a tecnologia da Embrapa, de recirculação de água para a produção de camarão e tambaqui em cativeiro. Com o projeto será possível adquirir recursos do Ministério da Agricultura.
Nagib Melém, chefe de transferência de tecnologia da Embrapa, garante que com essa técnica que consiste na filtragem e reutilização da água dos tanques, a perda é ínfima. “Toda a água do tanque é filtrada e retorna para o tanque. Com a recirculação, a gente só perde o da evaporação”, explicou.
Essas medidas, que fortalecem a agricultura familiar no Estado, são fundamentais como alternativas para diminuir o impacto da crise econômica no Amapá. “A produção de alimentos é uma atividade que pode dar uma resposta imediata neste momento de crise. Com essa parceria, podemos diminuir o custo de produção, incentivar a adesão de mais produtores e reduzir o preço dos produtos no mercado”, finalizou o diretor-presidente da Pescap, Guarabichaba Martins.
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