
Relatório epidemiológico foi apresentado por representantes do Coesp nesta terça-feira, 25.
O número de óbitos no Amapá referente a 34ª semana epidemiológica (16 a 22 de agosto) alterou o risco de transmissão da covid-19 de “baixo” para “moderado”, o que traz um alerta e pode gerar mudanças nas medidas já tomadas de flexibilização.
Outros indicadores que colaboraram para este resultado foram os aumentos na taxa de reprodução viral e de ocupação de leitos hospitalares, principalmente relacionada ao público infantil.
O relatório epidemiológico da 34ª semana foi apresentado para a imprensa nesta terça-feira, 25, por representantes do Centro de Operações de Emergência em Saúde Pública (Coesp) – dispositivo criado pelo Governo do Amapá para gerenciar a crise sanitária.
O superintendente de Vigilância em Saúde, Dorinaldo Malafaia, destaca que o Amapá mantém um índice de 1,54% na taxa de letalidade, sendo a 4ª menor do país, mas que os casos contabilizados elevaram os indicadores de classificação.
“Estamos com uma taxa de reprodução viral no limite do aceitável, isso mostra que a transmissão é permanente. Com a classificação moderada podemos perder conquistas em relação ao enfrentamento que chegou a apontar uma estabilidade”, disse.
De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Juan Mendes, a preocupação nos próximos dias deve ser voltada para as crianças, que voltaram a protagonizar um aumento na incidência e ocupação de leitos.
O gestor ressalta que o crescimento pode estar ligado as medidas de flexibilização, que causou um fluxo maior de crianças nas ruas e em logradouros públicos e igrejas. Diante dos dados, o Governo do Estado junto ao Coesp podem retroceder nas medidas.
“Temos uma tendência de aumento, principalmente no público pediátrico. Saltamos de 0% na ocupação leito de UTI, da semana anterior, para 60%. Outro crescimento foi de 28,57% para 50% nos leitos clínicos”, destacou o secretário.
Classificação
O nível de risco é avaliado por meio de dois eixos, sendo eles: capacidade de atendimento de saúde nas redes básicas e média e alta complexidade e o relatório epidemiológico (índices de casos ativos e óbitos).
Cada eixo possui três indicadores que geram pontos de classificação, baseados nas taxas de ocupação de leitos clínicos e de UTI por covid-19/síndrome respiratória aguda grave (SRAG), previsão de esgotamento de leitos de UTI, variação nos números de óbitos e de casos de SRAG nos últimos 14 dias e taxa de positividade de covid-19.
As classificações são as seguintes:
- Muito baixo (0 ponto): sinalização verde e distanciamento social seletivo 1
- Baixo (1 a 9 pontos): sinalização amarela e distanciamento social seletivo 2
- Moderado (10 a 18 pontos): sinalização laranja e distanciamento ampliado 1
- Alto (19 a 30 pontos): sinalização vermelha e distanciamento ampliado 2
- Muito alto (31 a 40 pontos): sinalização roxa e restrição máxima
Ocupação de leitos
Na 34ª semana epidemiológica no estado, as internações de média e alta complexidade, ofertada pelo Estado, representam 34,39% no clínico adulto, 22,68% no UTI adulto, 50% no clínico pediátrico e 60% UTI pediátrico.
Em relação a rede particular, a atual ocupação é de 37,14% nos leitos clínico adulto, 22,68% na UTI adulto, 50% no clínico pediátrico e 60% na UTI pediátrico.
Relatório epidemiológico
Segundo o estudo mais atualizado em relação ao novo coronavírus, o Amapá apresenta os seguintes dados:
- 71,26% de casos recuperados, ou seja, 29.240 pacientes
- 27,20% de casos ativos; todos sendo acompanhados por equipes de Saúde
- 1,54% de taxa de letalidade
- 0,99 de taxa de reprodução viral
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