
No webinário, o vice-governador do Amapá, Jaime Nunes representou o governador, Waldez Góes.
Nesta terça-feira, 30, teve início no Amapá a campanha "Sinal Vermelho", com um encontro virtual promovido pelo Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP). Respeitando as normas de distanciamento social, autoridades de instituições governamentais e particulares fizeram suas colaborações por meio de uma transmissão on-line.
A campanha foi lançada nacionalmente pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e tem o objeto de incentivar que mulheres vítimas de violência doméstica procurem uma farmácia com um X vermelho na mão e o exibam ao atendente ou farmacêutico. Este, por sua vez, acionará a polícia pelo 190.
O vice-governador do Amapá, Jaime Nunes, participou do webinário e reafirmou a posição do Governo quanto ao enfrentamento à violência doméstica.
“Essa questão é tratada por nós como uma política de governo, onde todos os órgãos envolvidos são dedicados desde a porta de entrada, até o acolhimento dessas vítimas”, destacou Jaime.
A secretária Extraordinária das Mulheres, Renata Apostolo, falou que é fundamental a adesão à campanha.
“Será mais um mecanismo de fortalecimento e erradicação da violência doméstica. A cada dia lutamos muito para que essas mulheres saiam da dependência emocional, física e financeira desses agressores”, lamentou a gestora.
A campanha “Sinal Vermelho” foi motivada pelo aumento dos casos de violência doméstica e familiar neste período do isolamento social, segundo dados registrados pelo judiciário brasileiro.
Atendimento às mulheres
No Amapá, os atendimentos às mulheres vítimas de violência estão mantidos e não foram suspensos em nenhum momento desde o início da pandemia.
A rede e atendimento à mulher é composta por 34 órgãos estaduais, dentre eles a Delegacia de Crimes contra a Mulher (DCCM) – que é uma das portas de entrada para o acolhimento primário; a Secretaria Extraordinária de Políticas para as Mulheres, com os Centros de Referência e Atendimento à Mulher (Cram) e Centro de Atendimento à Mulher e a Família (Camuf), que prestam o serviço de acolhimento a mulher vítima de violência com atendimento social, jurídico, psicológico, de prevenção e também através de oficinas terapêuticas.
Em caso de violência doméstica, as mulheres podem solicitar medida protetiva de urgência pelo boletim virtual on-line, feito no site policiacivil.ap.gov.br. Como mais uma ferramenta de atendimento às vítimas, o Governo do Amapá lançou o canal 96 98409-0863, para ligação ou por WhatsApp, onde é possível obter orientações sobre como agir em situações de violência doméstica.
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