
Mãe de José Rael, Tayná reconhece que o trabalho dos profissionais foi fundamental para a recuperação da recém-nascido
Com um pouco mais de 1 mês de vida, o pequeno José Rael já tem uma história de superação para contar. Ele foi o primeiro bebê a desenvolver a forma grave da covid-19 no Amapá. Nesta quinta-feira, 28, após 24 dias de internação no Hospital da Mulher Mãe Luzia (HMML), ele recebeu alta e voltou para casa.
O pequeno agora faz parte de um grupo de 3.323 pessoas que venceram a covid-19 no Amapá - até o dia 28 de maio, os recuperados já representam 40,7% dos casos confirmados no estado.
A estudante Tayná Valente, mãe de Rael, conta que com 19 dias de vida o bebê teve uma febre alta. Por isso, a jovem resolveu procurar atendimento no HMML, unidade especializada em atendimento neonatal no Estado.
Como Tayná e o marido já estavam apresentando sintomas clássicos da doença, como a perda do paladar, o caso do bebê foi classificado como suspeito do novo coronavírus.
José Rael foi colocado em uma ala isolada onde foi montado todo o suporte de UTI para garantir a segurança dos recém-nascidos e pacientes internadas na unidade.
Mesmo com o tratamento, após cinco dias de internação, Rael teve piora no quadro clínico com a queda na saturação de oxigênio que chegou a 70%, quando o ideal é acima de 90%. A equipe então optou pela intubação, para que ele respirasse de forma mecânica e seus pulmões pudessem se recuperar.
“A parte mais difícil foi deixar ele em isolamento, porque nós nunca imaginamos que vamos ter um bebê, cuidar dele e acontecer tudo isso. Quando a médica me chamou para falar que ele estava com covid e que precisaria ser intubado, eu fiquei assustada, mas respirei fundo porque sabia que ele tava em boas mãos”, disse Tayná.
A médica pediatra Rosilene Trindade, que atendeu Rael, explicou que os primeiros dias de intubação foram delicados e exigiram atenção de toda a equipe.
“Ele é um bebê muito ativo então precisávamos ter cuidado para ele não tirasse os tubos e equipamentos. Mudamos a medicação para um antibiótico mais forte e aumentamos a dosagem das outras medicações que estavam sendo administradas para Rael. Ele teve quase o mesmo tratamento que um adulto que tem a forma grave da doença recebe. Tivemos que tomar decisões rápidas para garantir a sobrevivência dele. Essa é uma vitória muito grande de Deus e da equipe que se esforçou ao máximo”, comemorou a médica.
A partir de então, foram 14 dias até que o bebê ficasse forte o suficiente para sair da ventilação mecânica, e mais 5 até que ele fosse considerado estável e pudesse ir para casa.
Na saída, toda a equipe aplaudiu e quis se despedir do pequeno guerreiro.
“Deus deu a vitória para ele. Gostaria de agradecer aos profissionais do hospital que foram verdadeiros anjos e ajudaram o Rael a vencer essa luta, nós vencemos a Covid!”, disse Tayná emocionada.
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