
Inicialmente o equipamento poderá emitir até 20 diagnósticos diariamente, entretanto a equipe do Lacen está trabalhando para aumentar a capacidade de análise da máquina.
A partir desta segunda-feira, 30, o Estado do Amapá terá autonomia para fazer no Laboratório Central do Amapá (Lacen) o diagnóstico do novo coronavírus (COVID-19). A metodologia será a biologia molecular, com análise da amostra de escarro do paciente, que é a mesma utilizada pelo laboratório do Instituto Evandro Chagas (IEC), de Belém (AP), onde eram analisadas as amostras coletada em pessoas com suspeitas da doença no Amapá.
A medida busca dar celeridade na emissão dos diagnósticos que anteriormente estavam sendo feitos apenas no laboratório paraense, que está com uma alta demanda por ser a entidade de referência para análise das amostras de casos suspeitos da doença mais próxima dos Estados das regiões Norte e Nordeste.
Para que os exames pudessem ser feitos no Lacen, o Governo do Amapá contratou uma empresa para realizar a calibragem necessária no equipamento que efetua os exames.
Inicialmente, o equipamento ajudará a emitir até 20 diagnósticos diários. Entretanto, a equipe do Lacen está trabalhando para aumentar a capacidade de análise da máquina. Um laboratório particular também foi contratado para dar suporte e será responsável pela emissão de mais 20 resultados a cada 24 horas. Ou seja, a capacidade do Amapá será de 40 diagnósticos por dia.
As primeiras análises feitas pelo Lacen e o foram feitas neste domingo (29) e uma delas atestou positivo. O laboratório contratado também indentificou um caso positivo, o que elevou para um total de 8 casos confirmados da doença em Macapá.
O superintende de Vigilância em Saúde do Estado, Dorinaldo Malafaia, explicou que o fluxo de envio de amostras para o IEC será mantido para evitar acúmulo de amostras.
“Teremos três alternativas de análise das amostras [Lacen, Laboratório Particular e IEC] e poderemos dar uma resposta imediata sobre os casos. Vamos identificar com mais rapidez os casos, para a definição do estágio de proliferação do vírus no Amapá, para além de influir diretamente nas políticas de contenção, isolamento e no quadro clínico de cada paciente”, reforçou.
Kits
O Ministério da Saúde (MS) enviou para o estado 15 kits necessários para a realização do exame. Cada kit tem capacidade para a realização de 24 testes, com esse material o Amapá poderá fazer 360 exames. O kit é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ), no Rio de Janeiro, que está atendendo à demanda de todos os estados da federação. Novos kits já foram solicitados.
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