
Inserir uma rotina de estudos é importante para não quebrar o elo com a escola, por exemplo.
Nesse momento em que todo o país está em alerta para uma nova ameaça viral, o isolamento social tem se mostrado como uma das principais armas de prevenção e enfrentamento, segundo orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS). O novo coronavírus (COVID-19) fez com que pessoas rompessem o convívio com familiares, amigos e conhecidos.
No Amapá, escolas da rede pública de ensino tiveram que suspender, temporariamente, o ano letivo para evitar aglomerações no ambiente escolar e possível propagação do Covid-19. Com isso, diretores, coordenadores pedagógicos, administrativos, professores, serventes, merendeiras e alunos tiveram que cumprir a medida adotada pelo Governo do Estado: ficar em casa.
De acordo com a psicóloga do Centro de Valorização da Educação (CVEDUC), da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Deyse Quintas, cada indivíduo tem sua própria maneira de se comportar, mas deve reconhecer o real sentido disso.
“Cada um de nós reage de maneira peculiar, com própria personalidade e atitudes. Então, o importante é reconhecer o que estamos sentindo e expressar isso, entendendo que esse momento é importante para garantir a saúde de todos. É um momento que vai permitir a aproximação ainda mais de pais e mães com seus filhos, por exemplo”, disse Deyse.
A psicóloga conta ainda que as crianças que ficarão em casa devem ter um trabalho específico diferente do que é trabalhado com adolescentes.
“As crianças têm percepções diferentes do que é com um adulto ou adolescente, por isso, esse trabalho com elas deve ser feito de forma lúdica para ensinar. Assim, elas absorverão melhor as informações sobre confinamento e de prevenção contra o contágio”, reforça.
Muitas pessoas utilizarão esse tempo que ficarão em confinamento para realizar atividades que antes não conseguiam por conta da rotina que tem. É o momento para que pais e mães desenvolvam atividades com as crianças e adolescentes como brincadeiras, mas também ensinar sobre disciplina. Claro, isso deve ser feito de maneira ordenada com tempo determinado para cada coisa.
Para a psicóloga do atendimento especializado do CVEDUC, Idianne Medeiros, inserir uma rotina de estudos é importante para não quebrar o elo com a escola, por exemplo.
“Planeje sua rotina, inserindo atividades com reais chances de concretizar, opte por atividades prazerosas e saudáveis, que possam te ajudar a desenvolver sentimentos de bem-estar: leitura, exercício físicos, assistir filmes com filhos, jogos em família. É ideal que de acordo com a idade e capacidade de compreensão, seja explicado a ela o que está acontecendo e principalmente que sejam inseridas atividades para entretenimento que posso minimizar o estresse causado pelo confinamento”, pontuou Idianne Medeiros.
Ambas as profissionais enfatizaram a necessidade de filtrarmos as informações que estamos recebendo neste momento de pandemia. Mantermos informados é essencial, porém, o excesso de informações desnecessárias pode impactar diretamente na nossa saúde mental. Para isso, é importante evitar passar muito tempo assistindo vídeos e notícias sobre o assunto, mas escolher horários determinados do dia para assistir jornal e se informar sobre o assunto.
- Área
- Educação
- Leituras
- 0 leituras
Receba notícias de Educação no seu e-mail →
Relacionadas

COMUNICAÇÃO
‘Hoje consigo entender o que está acontecendo com a minha saúde", diz mãe surda após viver gestação com apoio de intérpretes do Cilsaúde

COMUNICAÇÃO
'Dicas de ouro para quem empreende', diz participante do ELAS 2026 sobre temáticas abordadas na primeira noite do evento

COMUNICAÇÃO
Nota de pesar pelo falecimento do artista amapaense Amadeu Lobato

COMUNICAÇÃO




