
Na região norte, de acordo com o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS), todos os exames estão sendo realizados no Instituto Evandro Chagas.
Mesmo sem nenhum caso confirmado, o Governo do Estado do Amapá quer reduzir o tempo de diagnóstico de infeção pelo novo coronavírus (COVID-19). Em todo o Brasil, apenas quatro laboratórios estão habilitados para realizarem o teste que confirma, oficialmente, se um paciente está ou não infectado.
Além do Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém (PA), o Instituto Adolf Lutz (IAL) em São Paulo, a Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) no Rio de Janeiro e o Laboratório Central de Goiás, em Goiânia, são as referências do país atualmente.
Na região norte, de acordo com o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS), todos os exames estão sendo realizados no Instituto Evandro Chagas. A distância, o tempo de translado e a alta demanda fazem que o prazo para o resultado se dê de em sete dias a partir da entrega da amostra coletada do paciente.
Por isto, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (COES), implantado pelo governo estadual para ações de enfrentamento à doença, enviará uma equipe técnica à capital paraense, nos próximos dias 17 e 18, para participar de uma capacitação do MS.
O objetivo é que os estados ganhem autonomia e seus laboratórios centrais possam se habilitar a realizar os exames, conseguindo, assim, maior rapidez na entrega de resultados.
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Kits
O MS enviará os kits para cada estado de forma proporcional e de acordo com a gravidade da situação em que se encontra cada unidade federativa. Os kits são produzidos na Central de Maguinhos, da Fiocruz, no Rio de Janeiro, e com a alta demanda a previsão é que cheguem ao Amapá entre 15 e 20 dias.
Em esforço paralelo, o estado já iniciou as tratativas com o governo federal para que seja habilitada a parceria com o Instituto Pasteur, da Guiana Francesa, para atender os casos suspeitos que ocorrerem em Oiapoque.
Como se trata de material biológico e de uma fronteira internacional, é necessário que se alinhem as questões jurídicas em torno do tema – tratativas que estão em andamento. A medida também vai agilizar o diagnóstico.
SAIBA MAIS: Coronavírus: sintomas, prevenção e cuidados
Fluxo
Enquanto isso, o fluxo para os exames que podem detectar a infeção pelo COVID-19 segue com a sequência de coleta na unidade de saúde referência para esse atendimento (Unidades Básicas de Saúde (UBS) ou Hospital de Emergência (HE) de Macapá.
O material coletado é enviado ao Laboratório Central do Amapá (Lacen-AP), que oficializa o envio para o IEC – o transporte do material biológico é feito pelo MS.
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