
Este ano a SVS distribuirá 72 mil preservativos no período do carnaval.
O uso da camisinha é o principal método de prevenção às Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST). HIV, Sífilis, herpes genital, hepatite e HPV têm tratamento disponível no Sistema Único de Saúde. No Amapá, a Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS) é um dos órgãos que promove a prevenção.
No Brasil foi lançada, através do Ministério da Saúde, a campanha “Usar camisinha é uma responsa de todos”. A campanha busca, principalmente, a mudança de comportamento dos jovens para o uso de preservativo, prevenindo doenças sexualmente transmissíveis.
As ações intensificam no carnaval
No Amapá, as campanhas de prevenção são permanentes. Para o carnaval, é reforçada a distribuição de preservativos e ações de educação em saúde são realizadas. Este ano a SVS distribuirá 72 mil preservativos neste período.
O Governo do Estado conta com o “Bloco da Responsa”, que mobiliza diversos órgãos para fiscalizar, educar e promover a prevenção.
“Devido à alegria, euforia e as características da festa do carnaval, as pessoas podem assumir alguns comportamentos de risco durante relações sexuais, por isso é importante ações de conscientização do uso de preservativos”, alertou o enfermeiro especialista da Unidade de Doenças Transmissíveis da SVS, Vencelau Pantoja.
Prevenção Combinada
A prevenção combinada é um conceito novo e potencializa ainda mais as medidas preventivas. O enfermeiro Vencelau afirma, ainda, a importância da camisinha combinada com outras medidas.
“Apesar da camisinha ainda ser a principal medida, a prevenção combinada consiste em um conjunto de estratégias mobilizando intervenções biomédicas, como medicamentos em conjunto com preservativo”, explicou o enfermeiro.
Exemplo de ação preventiva combinada, é a vacina contra HPV, recomendada para meninos e meninas, entre 9 e 26 anos (quadrivalente); vacina contra Hepatite B, recomendada para crianças a partir de 12 meses, ambas disponível nas Unidades Básica de Saúde (UBS).
Outro método de prevenção combinada é a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP). A prática é nova e consiste na combinação de dois medicamentos, o tenofovir mais entricitabina. Voltado para prevenção à infecção pelo HIV, consiste em ingestão diária de um comprimido, evitando que o vírus causador da AIDS infecte o organismo, antes da pessoa ter contato com o vírus.
O PrEP é recomendado, pelo Ministério da Saúde, para população-chave – homossexuais, pessoas trans, trabalhadores do sexo – ou que mantêm relações com comportamento de risco. Para o uso do PrEP é necessário a orientação de um profissional da saúde. No Amapá, está disponível no Serviço de Assistência Especializada (SAE/CTA).
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