A arte amapaense que usa materiais naturais tem chamado a atenção do público. São bijuterias feitas de sementes, bonecas confeccionadas com cipós, couro, fibras e madeiras. Anéis e cordões produzidos com sementes de tucumã, entre outras peças. A utilização de material reciclável também é uma atração apreciada pelo público.
“Estou maravilhado com esse trabalho apresentado, principalmente com a cadeira feita de pneus, porque aproveitando esse material ele vai evitar a poluição do meio ambiente, além da durabilidade”, afirmou o professor José Pedro de Moraes.
A Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas também apresenta aos visitantes o artesanato indígena do Estado. As exposições envolvem trabalhos de grafismos, pinturas corporais, fotografias indígenas, danças típicas, projetos de escolas, vídeos e documentários. Os produtos revelam o talento dos povos indígenas do município de Oiapoque (Karipuna, Palikur, Galibi, Marworno e Galibi Kalinã), do Parque do Tumucumaque (Apalai e Waiana, Tiriyó e Katxuyana) e dos povos indígenas de Pedra Branca do Amapari, os Waiãpi.
O governo do Estado pretende fomentar ainda mais as políticas de investimento na área artesanal do Amapá, por isso a exposição dos mais diversos produtos na 51ª Expofeira. Um dos estandes que tem atraído um grande número de pessoas mostra o trabalho de pirografura, arte de desenhar ou gravar com ferro incandescente.
“A expofeira é uma vitrine e esperança para gerar renda ao nosso setor. Além das opções de diversão que a pessoa tem aqui, o artesanato também oferece diversidades artesanais. Além da comercialização, a divulgação é de extrema importância do nosso trabalho. Este espaço nos proporciona isso”, disse o artesão Jeferson Monteiro.
No corredor da Economia Solidária são cerca de 22 estandes, entre eles o do Espaço Afro, que apresenta a cultura e tradições afroamapaenses. A produção do povo negro pode ser vista no artesanato com as louças do Maruanum, escultura com artistas da Escola de Artes Cândido Portinari e Artes Plásticas com a exposição de Egídio Gonçalves, literatura por meio da exposição e comercialização dos livros da escritora quilombola Esmeraldina Santos, além da roda de capoeira, rodada de marabaixo, batuque, matriz africana e degustação de gengibirra.
“Esse corredor vem justamente resgatar a Economia Solidária do Estado no qual nós temos 322 empreendimentos cadastrados, valorizando esses grupos que estavam esquecidos nos últimos anos. Hoje nós trabalhamos em coletividade, dividindo o núcleo e continuando, assim, produzindo. Esperamos ter mais oportunidades para novos negócios”, afirmou Vilma Carla, gerente do Núcleo de Economia Solidária.
51ª Expofeira
A 51ª Expofeira do Amapá é uma realização do Governo do Estado e Sebrae. O evento ocorre no Parque de Exposições da Fazendinha, no período de 30 de outubro a 8 de novembro. Da área total de 120 mil metros quadrados, serão ocupados 116 mil. A concepção da 51ª Expofeira é transformá-la em feira de negócios, dando ênfase ao desenvolvimento econômico do estado. Dois eixos estarão em evidência - Produção de Alimentos e Produção Florestal.
Em 2015 o evento conta com o patrocínio do Banco do Brasil, CAIXA, Banco da Amazônia e Sicoob CredEmpresas-AP e apoio da Associação Comercial do Amapá (ACIA), Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA) e Consórcio Equador.
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