
Evento buscará pactuação entre atores sociais e reforço em campanhas de prevenção
Como parte de uma política pública de enfrentamento ao problema, e também com o objetivo de alertar a população sobre a importância da prevenção, o Governo do Amapá promove nessa segunda-feira, 2, um seminário em alusão ao Dia Mundial de Luta contra a Aids.
O evento inicia a partir das 8h e será realizado no auditório da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS), em Macapá, localizada no bairro do Buritizal, na zona sul da capital. A atividade é voltada para representantes de movimentos sociais, profissionais de saúde, educadores, entidades governamentais, atores sociais envolvidos no enfrentamento da Aids e imprensa.
Dentro da programação serão apresentados dados epidemiológicos de HIV/Aids no Brasil e no Amapá referentes aos últimos 10 anos. Além disso, os participantes receberão informações sobre as políticas de enfrentamento, rede de cuidados, estratégias de atendimento e prevenção.
As vagas para o seminário são limitadas para os 100 primeiros inscritos. A inscrição pode ser feita pelo e-mail diamundialaids@gmail.com ou pelo WhatsApp +55 96 98118-0066.
Aumento de casos entre jovens no Amapá
O crescimento dos casos de pessoas infectadas com HIV/Aids no Brasil e no Amapá, principalmente entre o público jovem, tem gerado preocupação. De 2018 para 2019 foram notificados 305 casos de HIV/Aids no Amapá, de pessoas na faixa etária entre 10 e 29 anos. Os dados são do Ministério da Saúde e da Unidade de Doenças Transmissíveis da SVS.
O enfermeiro Venceslau Pantoja, da coordenadora Estadual DST/HIV/Aids e Hepatites Virais da SVS, destaca que no Amapá, na última década, foram cerca de 460 casos (36% do total de infectados) de pessoas do público adolescente e jovem que passou a conviver com a Aids, e aproximadamente 850 pessoas com HIV (51% dos casos).
“A SVS está propondo o seminário no sentido de mobilizar os atores envolvidos: educação, saúde, movimento social, justiça, imprensa. Para apresentar os dados referente aos últimos 10 anos de epidemia no estado, onde a gente observa algumas tendências, como o crescimento da epidemia entre a população jovem”, explicou Pantoja.
O enfermeiro destaca ainda que há também outras categorias que motivam o alerta, como a transmissão vertical (da mãe para criança) e entre homem que pratica sexo com homem (HSH).
“São números que causam um certo impacto e um alerta para todos nós em relação ao avanço da epidemia”, frisou.
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