
Atleta paralímpico Cauã Felipe trouxe para casa quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de prata
Garra e dedicação. Essas são as qualidades do atleta amapaense de natação Cauã Felipe Farias de Souza, 16 anos, que conquistou quatro medalhas, sendo três de ouro e uma de prata, nas Paralimpíadas Escolares 2019, em São Paulo.
A síndrome de nanismo não impediu o jovem atleta de conquistar o tão sonhado lugar no pódio e visitar cidades do Brasil que sempre quis conhecer. Tudo através da experiência de superação que o esporte proporciona.
Cauã aprendeu a nadar no Projeto “Peixinhos Voadores”, desenvolvido pela Polícia Militar do Amapá (PM), do qual participa há 10 anos. Ele representou a Escola Estadual Antônio Castro Monteiro, localizada na zona sul de Macapá.
“Natação é tudo para mim. Faz parte da minha vida. Quando entrei no esporte não imaginava que ia conquistar tudo o que consegui. Eu nem sabia nadar, mas ao receber as minhas primeiras medalhas, tudo mudou”, disse o atleta.
Cauã fez parte da delegação amapaense composta por 18 atletas que trouxeram 25 medalhas para o estado. A disputa aconteceu de 18 a 23 de novembro, no Centro de Treinamento Paralímpico, na cidade de São Paulo (SP).
Na segunda-feira, 25, o Governo do Amapá preparou uma recepção calorosa para a equipe paralímpica, como também para a delegação amapaense dos Jogos Escolares da Juventude. A cerimônia ocorreu no Complexo Olímpico Milton de Souza Corrêa.Orgulhosa do filho campeão, a técnica de enfermagem Clara Regina Farias, 47 anos, conta que apresentou a natação para Cauã por questões médicas. Hoje, a família toda comemora os frutos da vitória do atleta paralímpico.
“Há 10 anos a pediatra do Cauã orientou, devido à síndrome de nanismo, a prática de natação para que ele se desenvolvesse mais. Depois de 3 meses no projeto ele se tornou um destaque. Só orgulho. O esporte é a paixão dele”, falou, emocionada.
O comandante da PM, coronel Paulo Matias, comemora os resultados dos projetos esportivos desenvolvidos pela corporação, que inclui luta, futsal e atletismo. Para ele, o Peixinhos Voadores descobre talentos desde o primeiro ano de trabalho.
“Todos os nossos projetos representam o trabalho preventivo da PM. Ao todo, estamos atendendo atualmente cerca de 10 mil crianças e adolescentes, que são os futuros adultos e não darão trabalho para a polícia”, destacou o comandante.
Fundado em 19 de abril de 2002, o projeto ganhou o nome em homenagem ao idealizador Sebastião Mota, que ficou conhecido como “Peixe Voador” por ter se tornado destaque em competições nacionais e internacionais de natação.
Como nadador e militar da aeronáutica, Mota passa os ensinamentos que aprendeu na carreira esportiva. Mais de 16 mil crianças e jovens participaram, ao longo dos 17 anos, do Peixinhos Voadores no Amapá.
Além desse público, o projeto atende também pessoas com deficiência por meio da ação “Arte da vida é a superação”. O trabalho é desenvolvido em Macapá, Santana, Mazagão e Laranjal do Jari.
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