
Investimentos em infraestrutura atraem empresas para o Amapá: “A presença do governo é necessária de maneira direta ou indireta”, diz Waldez.
Um estudo divulgado esta semana revelou que o Amapá se destaca como o melhor Estado para se investir no país, entre as 27 unidades da federação. Os dados apontam que o Amapá atingiu nota 7,94 de 10 pontos possíveis. A nota máxima conquistada pelo Estado indica altíssima liberdade econômica. Os indicadores são do ranking do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica.
Com base nos números de 2017, o Índice de Liberdade Econômica Estadual (IMLEE) indica que o Amapá é o primeiro em práticas liberais, ou seja, aquelas em que o Estado não intervém, mas busca facilitar investimento particulares nos mais diversos setores da economia.
O governador Waldez Góes afirmou que essas informações são resultado dos esforços que vêm sendo feito, desde 2015, visando melhorar a competência do Estado para atrair investimentos e, dessa forma, tornar o Amapá mais competitivo.“A presença do governo é necessária de maneira direta ou indireta. Não podemos impor exceções e burocracia para a realização de iniciativas empreendedoras. Sempre agimos intensamente no ajuste fiscal e no equilíbrio da tributação, o que tem atraído investimentos que já sentimos no varejo de grande escala e até na aviação comercial”, destacou.
Outro ponto em destaque é quanto ao tamanho do Estado ou a relação que leva em consideração a estrutura, também ponderadas no estudo. Nesse quesito o Amapá recebeu quase nota máxima, ficando com 9,18 entre 10 pontos possíveis.De acordo com o professor e pesquisador do Centro Mackenzie de Liberdade Econômica, Ulisses Ruiz de Gamboa, coordenador da pesquisa, o ranking mede basicamente a liberdade que uma empresa ou um investidor tem em cada Estado brasileiro. Segundo ele, o Brasil tem um baixo grau de liberdade econômica e há Estados em que a orientação ainda é por um maior gasto público e uma tributação elevada (impostos), o que não é a característica do Amapá.
Espírito Santo, considerado a unidade da federação que mais atuou no equilíbrio fiscal nos últimos cinco anos, ocupa a 2ª posição, com 7,79. São Paulo, que continua a liderar o pais em participação no Produto Interno Bruto (PIB), ficou apenas em terceiro lugar, com nota 7,71.
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