
O representante do Governo do Estado aconselhou para a necessidade do diagnóstico precoce.
Com 201 óbitos nos últimos cinco anos no Amapá, o câncer de próstata foi foco de uma audiência pública realizada nesta segunda-feira, 11, na Assembleia Legislativa do Amapá (Alap). Os dados foram apresentados pelo enfermeiro Roosevelt Pureza, responsável pela área técnica de Saúde do Homem, da Coordenadoria de Políticas de Atenção à Saúde (CPAS), para chamar atenção sobre a importância do diagnóstico precoce. O Governo do Estado trabalha políticas para a detecção precoce da doença.
De acordo com o levantamento apresentado sobre o mapeamento do câncer de próstata, atualmente 276 pacientes diagnosticados com a doença estão em tratamento na Unidade de Alta Complexidade em Oncologia (UNACON). Para o enfermeiro, apesar de homens estarem mais preocupados com a saúde, o número de diagnósticos ainda é considerado baixo.
"Quando se fala em prevenção ao câncer de próstata, para muitos homens ainda há aquele preconceito do exame, o que acaba impedindo que tenhamos mais diagnósticos. Falar sobre a doença, abertamente, como estamos fazendo aqui, é importante para incentivar o público masculino a procurar uma unidade de saúde", ressaltou Pureza.
A audiência pública ouviu especialistas no assunto como o médico urologista e professor da Universidade Federal do Amapá (Unifap) Thiago Afonso Teixeira. Segundo ele, 20% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados já em estágio avançado.
"No Brasil essa doença é responsável pela morte de um homem a cada 40 minutos. Depois do câncer de pele não melanoma, o de próstata é o mais frequente e o segundo que mais causa óbitos no país. Havendo um diagnóstico precoce os índices de cura são de 90%, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Então, o recomendável é que os homens que estejam dentro da faixa etária preconizada, façam os exames preventivos", explicou o urologista.
Segundo normas do Ministério da Saúde o exame de próstata é indicado para homens a partir dos 55 anos de idade. Mas para aqueles que têm risco maior, com histórico familiar, ascendência africana, sobrepeso e obesidade, a indicação é que procurem um urologista a partir dos 40 anos.
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