
Estudantes das 12 escolas do Novo Saber do Amapá exercitaram o protagonismo juvenil no ICE Café
Durante dois dias, estudantes líderes e gestores das 12 escolas de tempo integral do Amapá — conhecidas como Escolas do Novo Saber — compartilharam boas práticas e fizeram uma avaliação sobre o primeiro semestre letivo de 2019. O evento, denominado “ICE Café”, aconteceu nos dias 27 e 28 de agosto, no auditório da Escola Estadual Jesus de Nazaré, em Macapá.
O objetivo do ICE Café é proporcionar uma conversa acolhedora por meio de uma metodologia específica que permite compartilhar um café, ao mesmo tempo em que promove um processo participativo de diálogo reflexivo e intencional, bem como a interatividade entre os participantes.
O evento é apoiado por técnicos e jovens protagonistas do Instituto de Corresponsabilidade pela Educação (ICE), que são egressos das escolas de tempo integral de Pernambuco, e pela equipe de implantação de Educação em Tempo Integral da Secretaria de Estado da Educação (ETI/Seed), para verificação do desenvolvimento do programa no Amapá.
A coordenadora da ETI, Carla Beatriz Carvalho, explica que o espaço é uma oportunidade de encontrar todas as equipes pedagógicas e gestoras das escolas de tempo integral, apresentar as práticas exitosas e trocar experiências, assim como para os estudantes exercitarem o protagonismo juvenil.
“São dois dias para avaliarmos nossas ações nas escolas e fazermos nosso planejamento para os meses futuros. De somar conhecimentos e renovar energias para avançar mais na metodologia das Escolas do Novo Saber, fortalecendo o senso colaborativo e o espírito de corresponsabilidade. Nosso próximo encontro será chamado de Café Tucuju, um nome com mais regionalidade e identidade”, considerou Carla.
O estudante Paulo César dos Santos, 17 anos, da Escola do Novo Saber Alberto Santos Dumont, de Santana, compartilhou com os outros alunos o clube de protagonismo que é dedicado à biblioteca da escola. Os estudantes da Santos Dumont se juntaram para pedir à comunidade escolar doações de livros de literatura, pois o espaço tinha apenas livros didáticos.
“Esse clube é praticado há dois anos e conseguimos quase mil livros para a nossa biblioteca. Assim, os estudantes têm acesso à literatura brasileira e internacional. Esse encontro é importante porque nos permite trocar experiências e aprender as boas práticas de outras escolas. Somos parte de um projeto de solução”, falou o aluno.
A secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, conversou com os estudantes e equipes pedagógicas. “Aqui estão as pessoas que se desafiaram a vivenciar um novo modelo pedagógico na educação amapaense. E eu vim para reconhecer, parabenizar e agradecer por estarem dedicados a tornarem essas escolas melhores e acolhedoras”, disse a gestora.
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