sábado, 17 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO

Amapá oferta curso técnico em enfermagem para indígenas

São 30 vagas exclusivas para indígenas das etnias Palikur, Karipuna, Galibi Marworno , Waiãpi, Apalai, Waiana, Tiriyo e Kaxuyana. Aulas iniciam nesta semana.

Caroline Mesquita
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Edital do curso técnico de enfermagem para indígenas foi lançado nesta segunda-feira, 19, no Graziela Reis de Sousa
Edital do curso técnico de enfermagem para indígenas foi lançado nesta segunda-feira, 19, no Graziela Reis de Sousa · Foto: Erich Macias

Crédito: Erich Macias/SeedEdital do curso técnico de enfermagem para indígenas foi lançado nesta segunda-feira, 19, no Graziela Reis de Sousa

Pela primeira vez, o Governo do Amapá, vai ofertar, por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), curso técnico de enfermagem destinado a indígenas. O edital foi lançado nesta segunda-feira, 19, no auditório do Centro de Educação Profissional Graziela Reis de Souza, em Macapá.

Foram disponibilizadas 30 vagas exclusivas para indígenas das etnias Palikur, Karipuna, Galibi Marworno (Oiapoque), Waiãpi, Apalai, Waiana, Tiriyo e Kaxuyana (Parque do Tumucumaque). As vagas foram divididas entre os povos, e cada liderança indígena indicou as pessoas da sua aldeia para a formação.

O curso é um pedido das lideranças indígenas e foi articulado pela Secretaria Extraordinária dos Povos Indígenas (Sepi) e Seed. De acordo com Eclemilda Macial, gestora da Sepi, a proposta é que com a formação os indígenas trabalhem em suas próprias aldeias.

“Temos poucos técnicos em enfermagem, e quando fazemos processos seletivos, há abandono, porque poucas pessoas querem ficar na aldeia”, destacou.

Crédito: Erich Macias/Seed

Formação

O curso começa nesta semana e será ministrado no Graziela Reis de Souza. A duração é de um ano e oito meses. Os indígenas ficarão hospedados em casas de apoio e serão acompanhados pela Sepi. Eles passarão por estágio supervisionado, e vão contar com professores bilíngues, para tradução, quando necessário, e auxílio na comunicação durante todo a duração do curso.

Yane Waiãpi, 22 anos, está ansiosa para começar o curso. Ela e mais três indígenas da aldeia Waiãpi foram escolhidos por terem bastante afinidade com a área da saúde. “Quero muito começar a estudar. É difícil ficar longe de casa, mas, vai valer a pena quando eu estiver formada e puder ajudar a minha própria comunidade”, disse a jovem.

Crédito: Erich Macias/Seed

A secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, pontuou que a Seed estuda ofertar novas vagas para o curso após a conclusão da primeira turma de técnicos em enfermagem. “Assim, teremos mais educação e mais saúde para os nossos indígenas. Também vamos averiguar outros cursos de formação técnica”, falou a gestora.
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