
Reunião também serviu para discutir as atratividades da carreira do professor, a nível nacional, sua remuneração e rotinas de trabalho
Nesta quinta-feira, 2, a equipe técnica da Secretaria de Estado da Educação (Seed) recebeu duas representantes do movimento Profissão Professor - iniciativa da sociedade civil dedicada à valorização e profissionalização da carreira docente. A reunião serviu para fortalecer laços e estudar uma possível parceria que vai beneficiar e integrar, principalmente, os professores da rede estadual de ensino.
Caroline Tavares e Karin Kaori vieram ao Amapá participar da reunião com a equipe da Seed. O projeto visa provocar uma mudança estruturante nas políticas docentes, pensando desde as atratividades da carreira, até a remuneração e a rotina de trabalho. O movimento é apoiado pela Fundação Lemann, Fundação Telefônica, Instituto Natura, Instituto Península, Instituto Unibanco e Itaú BBA e Itaú Social.
Todas as ações foram pensadas com base em diversas pesquisas, a mais recente foi um levantamento realizado em 2018, pelo Ibope Inteligência, com professores da educação básica de todo o país. Os resultados colhidos com mais de 2 mil profissionais, tanto da rede pública quanto da privada, foram bem significativos.
“Na pesquisa queríamos descobrir quais motivos fizeram os professores escolher a profissão e quais são os empecilhos encontrados. E o mais chocante é que 49% dos professores brasileiros responderam que não indicam a sua profissão para ninguém. Os motivos são condições de trabalho que não são adequadas, acreditam que não são valorizados pela sociedade e também consideram o salário baixo”, contextualizou Tavares.
A pesquisa também apontou as medidas mais eficazes para valorização da profissão docente pela sociedade. As mais votadas são: dar mais oportunidades de qualificação para os que já estão atuando nas escolas; envolver e escutá-los nos debates públicos e decisões sobre políticas educacionais; restaurar a autoridade e respeito pela figura do professor frente aos estudantes e familiares dos alunos; pagar melhor todos os professores e, também, remunerar pelo mérito aqueles que demonstram mais comprometimento com a profissão.
Agora, após absorver todos os dados e o conhecimento necessário sobre o tema, o Profissão Professor quer escolher duas ou até três redes de ensino para desenvolver ações, construídas em conjunto com os professores, que transformem a qualidade das políticas docentes, a fim de que estejam mais engajados, preparados e com boas condições de trabalho, e resultando, desta forma, em melhores aulas para os estudantes.
A secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, já sinalizou que a Seed tem interesse em participar do projeto e quer fortalecer essa parceria. “Queremos dar um novo passo e acolher o professor. Levar para ele a formação e a informação necessárias. Fazê-lo sonhar com algo diferente para a profissão dele. E essa iniciativa pode nos ajudar muito”, sublinhou a gestora, destacando que haverá uma nova reunião com os representantes do Profissão Professor e os técnicos da Política Educacional da instituição.
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