
Painel amapaense encerrou as apresentações do Congresso do Clad
Três países da América Latina querem reproduzir o programa Educação para a Paz (Epaz), desenvolvido pelo Governo do Amapá, através da Secretaria de Estado da Educação (Seed), em suas redes de ensino. Representantes das nações manifestaram interesse após assistirem a defesa do painel amapaense no Congresso Internacional do Centro Latino-americano de Administração para o Desenvolvimento (Clad), sobre a Reforma do Estado e da Administração Pública, que acontece em Guadalajara, México.
Autoridades governamentais da Argentina, México e Panamá disseram enfrentar problemas de violência no ambiente escolar em suas redes estaduais de ensino, parecido com o que enfrentava o Amapá no início da implantação do programa Epaz. Durante a apresentação do painel amapaense, essas autoridades puderam tirar dúvidas e esclarecimentos sobre a iniciativa. A apresentação ocorreu na Sala de Governo do Centro Universitário de Ciências Econômicas-Administrativas (Cucea) da Universidade de Guadalarajara.
“No México, agora que estamos começando a falar em justiça restaurativa, enquanto que pedagogia restaurativa é algo mais inédito ainda. Conhecer o que o Amapá está fazendo em sua rede de ensino é motivador. Agora, vamos estruturar uma comissão para manter contato com a Secretaria de Educação do Amapá para nos ajudar a traçar o projeto mexicano”, destacou Guadalupe González, representante do governo mexicano.
O painel que mostrou a prática de governo, do Amapá teve como coordenadora e palestrante, a secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa. A chefe de gabinete da Seed, Terezinha de Jesus Monteiro e, o assessor de comunicação da Secretaria de Educação, Wellington Costa, também apresentaram artigos sobre o Epaz.
Esse ano, pouco mais de mais de 300 artigos científicos, distribuídos em 134 painéis, foram apresentados no Congresso em Guadalajara em 8 áreas temáticas. Desse universo de 134 painéis, 10 eram do Brasil, sendo a maioria, pesquisas em parceria com outros países. A iniciativa da Seed foi a única da região Norte do Brasil a ser selecionada.
“É uma honra ver o Governo do Amapá, através da Seed, ser referência para outros países, se tratando de política educacional. Vamos cooperar no que for preciso para que México, Argentina e Panamá desenvolvam projetos que tenham a pedagogia restaurativa como pilar, assim como o Educação para a Paz, em suas redes educacionais”, falou entusiasmada a secretária Goreth Sousa.
O programa Educação para a Paz quebrou um paradigma do Congresso do Clad 2018. Foi a primeira vez que se discutiu política pública voltada para a área da educação em um congresso do Centro Latino-americano de Administração para o Desenvolvimento.
“Fico feliz que ver que o tema educação ganhou destaque nas discussões do Clad através do programa do Amapá. Precisamos implantar esse modelo de pedagogia na rede de ensino do Panamá. Com a expertise do programa amapaense, creio que ficará mais viável trabalhar a pedagogia restaurativa em nossas escolas. Saio do Congresso empolgado para iniciar as tratativas com a Seed”, enalteceu o promotor de justiça e pedagogo no Panamá, Virgilio Carrón.
Autoridades da Argentina, México e Panamá deverão iniciar as tratativas ainda esse ano, visando à assinatura de termos de colaboração entre os países e o Brasil, para a troca de tecnologia.
Avaliação
O público que acompanhou as apresentações pode deixar sua nota através do aplicativo oficial do evento para celulares. No aplicativo do Clad 2018, a nota era quantificada em forma de estrelas, variando de uma a cinco estrelas, sendo esta última para nota máxima. O aplicativo também disponibilizou vídeos, fotos e a agenda completa da programação de 2018.
Sobre o Congresso Internacional do CLAD
O Congresso Internacional CLAD é um evento anual que se consolidou como o mais importante encontro da América Latina para apresentar e discutir experiências e pesquisas realizadas sobre Reforma do Estado e Administração Pública.
O Congresso reúne ministros e secretários de Estado responsáveis pelas políticas públicas em questão, além de parlamentares, pesquisadores e professores universitários e instituições especializadas, consultores, funcionários públicos e sindicalistas.
Seus objetivos são promover o intercâmbio de experiências, pesquisas, estudos e publicações sobre as principais dimensões do renovado processo de reforma do Estado e, modernização da administração e gestão de assuntos públicos nos países da Ibero-América e do Caribe. Bem como, nos outros países cujas experiências são relevantes para a região, a fim de contribuir para o avanço do conhecimento nessas áreas.
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