
Os técnicos apresentaram-se nesta quarta-feira, 28, na Escola de Administração Pública (EAP), durante a primeira etapa de capacitação
A rede estadual de ensino contará com mais um recurso para reforçar a política educacional nos 16 municípios do Estado: os núcleos Geo-Educacionais. Trata-se de 17 técnicos responsáveis em articular, monitorar e levar as demandas das escolas do interior e área rural até a Secretaria de Estado da Educação (Seed), na capital, (e vice-versa) a fim de fomentar as políticas educacionais e desburocratizar os processos administrativos. O objetivo é proporcionar mais qualidade à educação amapaense de maneira integrada.
O Amapá contará com 17 núcleos Geo-Educacionais - cada um responsável por um município ou região - e uma Coordenadoria Geo-Educacional da Área Metropolitana e do Interior. Somente em Macapá, haverá dois núcleos: um lotado na área rural da capital, Pedreira e Pacuí; e outro administrando o Distrito de Bailique.
Os técnicos apresentaram-se nesta quarta-feira, 28, na Escola de Administração Pública (EAP), durante a primeira etapa de capacitação. Na ocasião, eles conheceram as atividades que desenvolverão e a importância do seu papel para as práticas educativas orientando, monitorando e avaliando a execução de planos, programas e projetos que atendam as necessidades peculiares regionais e locais, seguindo as diretrizes e normas estabelecidas pela Secretaria de Educação.
O Geo-Educacional do município de Porto Grande, Ivanildo Costa, já atuou no local antes, na mesma função, e aceitou mais uma vez a missão de tornar a educação do interior cada vez melhor. “Nosso papel é fundamental para encurtar a distância entre as escolas do interior e a Secretaria de Educação, além de auxiliar os gestores a administrar a educação no município”, destacou Costa.
Colabora Amapá
As atividades desenvolvidas pelos núcleos Geo-Educacionais também estão inseridas no programa Colabora Amapá, plataforma que está consolidando o Regime de Colaboração entre o Estado e as prefeituras. A iniciativa busca fortalecer as políticas públicas por meio de ações integradas da administração pública garantindo, assim, mais qualidade nos serviços prestados à população.
O programa vai integrar ações conjuntas entre Estado e municípios com apoio técnico nos eixos administrativo e de aprendizagem. No eixo administrativo, deverá ocorrer promoção recíproca de profissionais para organização das redes; uso compartilhado de prédios e equipamentos; implementação de Sistema de Gestão Integrado – matrícula, transporte e outros; otimização de recursos federais, estaduais e municipais e Coordenação dos Projetos, além do alinhamento do Regime de Colaboração aos programas federais.
No eixo de aprendizagem, o Colabora Amapá compreende que a educação deve garantir o desenvolvimento dos estudantes em todas as suas dimensões – intelectual, física, emocional, social e cultural e se constituir como projeto coletivo, compartilhado por crianças, jovens, famílias, educadores, gestores e comunidades locais. Assim, a iniciativa é uma proposta que tem como foco a formação de sujeitos críticos, autônomos e responsáveis consigo mesmos e com o mundo, respeitando ainda o lado cognitivo e socioemocional dos estudantes.
Para a secretária de Educação, Goreth Sousa, os Geo-Educacionais serão atores fundamentais para reforçar essa integração e acelerar o desenvolvimento educacional das unidades de ensino de maneira articulada e inovadora. “Eles vão contribuir definitivamente com o Colabora Amapá, que é um programa que garante que o Estado esteja de mãos dadas com os municípios fortalecendo essa relação para enfrentarmos juntos os desafios da educação”, frisou a gestora.
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