sexta-feira, 16 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO

Convênio vai permitir capacitação de profissionais da Educação em práticas restaurativas

Após capacitação, os profissionais vão formar multiplicadores de práticas restaurativas nas escolas estaduais de Santana.

Caroline Mesquita
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Com assinatura do convênio, cerca de 80 profissionais da Educação serão capacitados em práticas restaurativas
Com assinatura do convênio, cerca de 80 profissionais da Educação serão capacitados em práticas restaurativas · Foto: Erich Macias

Crédito: Erich MaciasCom assinatura do convênio, cerca de 80 profissionais da Educação serão capacitados em práticas restaurativas

Para promover a cultura da paz, estimular a resolução de conflitos e melhorar o ambiente escolar, o Governo do Estado Amapá (GEA), por meio da Secretaria de Estado da Educação (Seed), Ministério Público Estadual (MP-AP) e Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) assinaram convênio nesta segunda-feira, 18, na Escola Rodoval Borges, que vai garantir a formação de profissionais da Educação no curso de facilitadores de práticas restaurativas. O projeto será realizado nas escolas estaduais de Santana e capacitará 80 educadores.

O objetivo é aplicar nas escolas valores e metodologias da justiça restaurativa, pacificando as relações e exaltando o diálogo, a comunicação não violenta, a tolerância, solidariedade e compreensão como métodos de resolução de conflitos, e colaborando, também, com a diminuição da evasão escolar ocasionada por atitudes discriminatórias e preconceituosas.

De acordo com a secretária de Estado da Educação, Goreth Sousa, o curso permite desenvolver competências socioemocionais, para tornar o ambiente escolar mais acolhedor e estimular mudanças nas pessoas, transformando não apenas a escola, mas a comunidade como um todo. “É possível tornar Santana uma cidade restaurativa por meio das escolas. Vamos implantar a cultura da paz e despertar em cada unidade escolar todo o potencial que ela possui”, ressalta.

Para a juíza Larissa Norinha, titular na Vara da Infância e Juventude de Santana, é necessário que todos estejam engajados no projeto. “Não há soluções mágicas para os problemas, temos que propor mudanças. É possível melhorar as relações interpessoais entre alunos, professores, funcionários e familiares”.

A promotora de Justiça Silvia Canela, coordenadora do Núcleo de Práticas Restaurativas de Santana, ressalta a importância de implantar nas escolas o sentimento de pertencimento. “Quando você se sente parte de um lugar, você não destrói. Precisamos mudar nossa forma de pensar, quebrar paradigmas e construir relacionamentos saudáveis diariamente”, reforça.

Após a capacitação, os educadores irão às escolas para formar os multiplicadores de práticas restaurativas. Estiveram presentes o procurador-geral de Justiça do MP-AP, Márcio Alves,  o presidente do TJAP, desembargador Carlos Tork, e o secretário municipal de Educação de Santana, Ricardo dos Santos Junior.

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Santana
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