
Performances debatem intolerância religiosa, transfobia, discriminação racial, entre outros.
O projeto “Experimentações em Arte: a performance como meio de investigações das identidades para além do corpo”, desenvolvido pela professora de artes Marília Navegante com os alunos do 2º e 3º ano da Escola Estadual Maria do Carmo Viana dos Anjos, foi vencedor do 18º Prêmio Arte na Escola Cidadã, categoria Ensino Médio, realizado pelo Instituto Arte na Escola. O trabalho é o único premiado da Região Norte.
O prêmio Arte na Escola Cidadã, realizado pelo Instituto Arte na Escola, busca identificar, reconhecer e divulgar projetos modelares na área de Artes em sala de aula. É dividido em cinco categorias: educação infantil, fundamental 1, fundamental 2, ensino médio e educação de jovens e adultos (EJA). No total, oito escolas foram reconhecidas.
A professora Marília Navegante explica que o seu projeto surgiu em 2015, com intuito de incentivar a formação de uma consciência crítica nos alunos com os problemas de preconceito e discriminação na escola. A instituição é localizada próximo ao Quilombo do Curiaú, e faz parte de uma comunidade bem diversa, que abriga pessoas de diferentes religiões, etnias, situação econômica e identidades.
“Diante dessa pluralidade cultural e notando o comportamento do dia a dia dos alunos, aparecia essa diferença de identidade e as problemáticas de preconceito e discriminação. Então desenvolvi algumas ações, após notar que eles queriam falar sobre isso, para trabalhar as questões de gênero, sexualidade, raça e etnia na escola”, relata Navegante.
A partir dessa aceitação dos estudantes foi trabalhado dentro do conteúdo de artes as performances artísticas, pinturas, fotografia, música e dança que permitam diálogos sobre intolerância religiosa, preconceito racial, homofobia, machismo, entre outros. A estudante Mayla Carolina Ferreira, 18 anos, está no terceiro ano e realiza as performances desde 2016.
“O trabalho artístico desenvolvido na escola nos permite questionar a violência, a indiferença e vários tabus que podem ser desmistificados no ambiente escolar. Aqui é um espaço de acolhimento e conhecimento. Eu fiz uma performance sobre o corpo feminino para tratar sobre empoderamento. Uma crítica ao machismo que ainda perpetua na nossa sociedade”, comenta Mayla sobre sua experiência no projeto.
A escola vai ganhar um computador e uma câmera digital e a professora será premiada com uma quantia em dinheiro, além de passagem e hospedagem para participarão da cerimônia de premiação, realizada no dia 21 de novembro, em São Paulo (SP). Haverá também nesta terça-feira, 3, uma mini amostra do projeto para produção de um documentário feito pelo Instituto Arte na Escola.
Confira a programação:
03/10 - Terça-feira
07h30 às 10h – Performance no Quilombo “Dona Liberdade”
11h30 às 12h30 – Música de Rap -Grupo “NATURALRAP”
13h45 às 15h15 - Performance “Gênero e sexualidade”
15h30 às 17h00 -Performance “Iemanjá”
- Leituras
- 0 leituras
Relacionadas

EDUCAÇÃO
Governo do Amapá alinha políticas educacionais para fortalecer o ensino na rede estadual

EDUCAÇÃO
Governo do Amapá reúne mais de mil estudantes durante 39ª Caminhada Alexandrina, em Macapá

EDUCAÇÃO
Governo do Amapá reúne 600 estudantes na Aposição de Luvas que marca rito de passagem nas escolas de gestão compartilhada

EDUCAÇÃO




