quinta-feira, 5 de novembro de 2026

CONSCIENTIZAÇÃO

Governo do Amapá orienta população sobre combate à violência contra a mulher em Oiapoque

Orientações ao público ocorrem durante a programação do "TCE na Comunidade", que prossegue até sábado (7) em escolas na sede do município e na Aldeia do Manga.

Alice Palmerim
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As palestras e orientações iniciaram na Aldeia do Manga e prosseguem na escola Joaquim Nabuco até sábado,7
As palestras e orientações iniciaram na Aldeia do Manga e prosseguem na escola Joaquim Nabuco até sábado,7 · Foto: Aog Rocha

Durante o projeto “TCE na Comunidade”, em Oiapoque, o Tribunal de Contas do Estado, o Governo do Amapá e instituições do Sistema de Justiça promovem palestras educativas na Aldeia do Manga e em escolas estaduais. As ações oferecem orientações sobre direitos, canais de denúncia e prevenção de diferentes formas de violência, incluindo a violência vicária - aquela que o agressor utiliza terceiros, como filhos, familiares ou até animais de estimação para causar sofrimento à mulher. A programação também prevê acolhimento psicológico e encaminhamento de mulheres para os serviços de atendimento.

Crédito: Aog Rocha/GEA
Mulheres recebem orientações de como agir e buscar ajuda

“Achei muito importante receber essas orientações. É essencial aprender a nos defender, buscar nossos direitos e repassar esse conhecimento à família e à comunidade, especialmente diante do medo e dos casos frequentes na mídia”, afirmou Lucilea Forte Batista, de 43 anos, agente de saúde em Oiapoque.

Crédito: Alice Palmerim/GEA
Agente de saúde em Oiapoque, Lucilea Forte Batista

Órgãos de proteção à mulher

A tenente Tatiane, coordenadora da Patrulha Maria da Penha, ação que integra a Rede de Atendimento à Mulher (RAM), destacou a participação da equipe na iniciativa.

“Nosso objetivo é conscientizar e acolher mulheres de comunidades tradicionais, como indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Adaptamos a linguagem com cuidado e simplicidade para alertar sobre a violência de gênero. Em 2026, já registramos 11 feminicídios no estado, e em nenhum dos casos havia medida protetiva prévia”, frisou.

Crédito: Aog Rocha/GEA
Tenente Tatiane, coordenadora da Patrulha Maria da Penha

A ação busca fortalecer a Rede de Proteção e ampliar o atendimento às mulheres em situação de violência doméstica e de gênero no extremo norte do país. Entre os canais de denúncia apresentados estão o Ligue 180 e o Box Lilás, espaço físico e serviço especializado de acolhimento humanizado em situações de emergência, que funciona 24 horas no Amapá, nas dependências do Centro Integrado de Operações de Defesa Social (Ciodes).

Crédito: Aog Rocha/GEA
No Amapá, 160 tornozeleiras eletrônicas e 120 botões do pânico funcionam de forma conjugada garantindo maior proteção às mulheres

A policial penal Valdirene Amorim, que atua há 21 anos na instituição e integra a equipe de prevenção, explicou que o trabalho inclui palestras em escolas e comunidades, além de atividades direcionadas a agressores condenados, com foco no enfrentamento à cultura do controle.

“É a primeira vez que a Polícia Penal participa da ação. Nosso trabalho encoraja a mulher a denunciar, a conhecer seus direitos e a compreender a dinâmica da violência, mostrando que há uma rede de apoio e que ela não está sozinha. No estado, temos uma central de monitoramento da Polícia Penal que funciona 24 horas, acompanhando em tempo real os agressores e as mulheres que utilizam o botão do pânico disponibilizado pelos juízes. Atualmente, contamos com 160 tornozeleiras eletrônicas e 120 botões do pânico em funcionamento conjugado, garantindo maior proteção e conexão”, ressaltou.

Crédito: Aog Rocha/GEA
Valdirene Amorim atua há 21 anos como policial penal no Amapá
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