
O clima equatorial e as altas temperaturas registradas no Amapá exigem do organismo um esforço contínuo para manter a regulação térmica. Atento a esse cenário climático e focado no bem-estar da população, o Governo do Amapá, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), alerta que a taxa de transpiração corporal aumenta significativamente nos dias quentes.
Caso a reposição de líquidos não acompanhe a perda de água e sais minerais, o corpo entra em estado de desidratação, o que pode provocar graves complicações renais.
Para orientar a população sobre o funcionamento renal e prevenir complicações, a médica nefrologista, Gracilene Lobato, explica que o estresse térmico exige atenção constante à hidratação, desmistificando a ideia de uma meta universal de líquidos.
De acordo com a especialista, a necessidade diária varia conforme os hábitos e o organismo de cada pessoa, ressaltando que a cor da urina serve como um excelente indicador visual de saúde.
"Estamos passando por dias muito quentes. Por isso, no calor intenso do Amapá, mais ainda precisamos cuidar da hidratação, no entanto, isso não significa beber água em excesso. Não existe uma quantidade igual para todos. A necessidade depende da idade, da atividade física, da exposição ao calor e das condições de saúde. A sede e a urina amarelo-clara ajudam a nos orientar quanto à necessidade de se aumentar a frequência da ingestão de água, sem necessidade de forçar beber grandes volumes de uma vez", explica a médica nefrologista.
A atenção deve ser ainda maior com os grupos de vulnerabilidade, como crianças e idosos, que perdem líquidos rapidamente ou sentem menos sede. Paralelamente, profissionais da construção civil, limpeza e entregas que atuam sob o sol forte devem priorizar pausas regulares à sombra e roupas leves.
A nefrologista adverte também que pacientes com condições clínicas pré-existentes, como insuficiência cardíaca ou doença renal avançada, precisam de cautela redobrada com restrições hídricas severas.
"Já quem tem insuficiência cardíaca, doença renal avançada ou faz diálise pode precisar limitar os líquidos. Nem toda pessoa com doença renal precisa dessa restrição, mas quem recebeu essa orientação não deve aumentar a quantidade por conta própria. O limite deve ser individualizado e, no calor, reavaliado pelo profissional de saúde que acompanha o paciente. Importante lembrar também que nesse controle entram outras bebidas, como sopas e gelo", destaca Gracilene Lobato.
Além do consumo de líquidos, medidas complementares como a redução do sal na alimentação, a permanência em locais arejados e a diminuição do esforço físico nos horários de pico de calor são indispensáveis. A Sesa ressalta que sinais graves como tonturas persistentes, confusão mental, desmaios ou falta de ar exigem atendimento médico imediato.
A rede pública estadual de saúde permanece de prontidão para acolher a população. Os atendimentos primários e triagens devem ser buscados nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), enquanto os quadros agudos são recebidos nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e Prontos-Socorros. Casos que necessitarem de suporte especializado são regulados diretamente para acompanhamento na rede de Nefrologia do Estado.
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