quinta-feira, 5 de novembro de 2026

DIA MUNDIAL DO AVC

Governo do Amapá orienta população sobre sinais de AVC e reforça importância do atendimento imediato

Hospital de Emergência de Macapá mantém profissionais capacitados para atender casos suspeitos da doença neurológica que é a segunda maior causa de morte no mundo.

Júnior Nery
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Profissionais do HE tem capacitação para atendimento de casos específicos de pacientes acometidos por um aAVC
Profissionais do HE tem capacitação para atendimento de casos específicos de pacientes acometidos por um aAVC · Foto: Gabriel Maciel

O Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode acontecer de forma repentina e exige atenção imediata. Neste Dia Mundial do AVC, celebrado em 29 de outubro, o Governo do Amapá reforça as orientações para reconhecer os sinais da doença, acionar o serviço de emergência e reduzir o risco de morte e sequelas.

Segundo o neurocirurgião do Hospital de Emergência (HE), Wanderson Dias, a rapidez no atendimento faz toda a diferença para a recuperação do paciente.

Crédito: Júnior Nery/Sesa
Wanderson Dias, nuerocirurgião de HE

“Tempo é cérebro. Quanto mais rápido o paciente for atendido, maiores são as chances de receber o tratamento adequado, evitar sequelas e, principalmente, sobreviver”, alerta o especialista.

Entre os principais sinais estão boca torta, perda de força em um dos lados do corpo, dificuldade para falar ou compreender; alterações súbitas na visão e no equilíbrio. Convulsões também podem ocorrer.

Diante de qualquer um desses sintomas, a recomendação é acionar imediatamente o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), pelo número 192, e não esperar que os sinais desapareçam.

Cuidado diário

A prevenção começa com o cuidado diário com a saúde. Hipertensão arterial, diabetes, tabagismo e histórico familiar estão entre os fatores que aumentam o risco de AVC.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Pessoas com comorbidade, como pressão alta, diabetes, elém de fumantes, têm potencial elevado de sofrerem um AVC

“Manter as doenças crônicas controladas, seguir as orientações médicas e investigar possíveis problemas cardíacos ajudam a reduzir as chances de um episódio e de sua recorrência. Mesmo pessoas sem diagnóstico prévio podem apresentar a doença, por isso, é importante reconhecer os sintomas e agir sem demora”, orienta o neurocirurgião.

Atendimento especializado

No Hospital de Emergência, pacientes com suspeita de AVC recebem prioridade na classificação de risco e passam por avaliação médica urgente. A equipe identifica os sintomas, verifica o histórico clínico e solicita exames de imagem para orientar a conduta.

“Nos casos indicados, a unidade dispõe de tratamento por trombólise, medicamento que busca dissolver o coágulo responsável pela obstrução do fluxo sanguíneo.

“A terapia pode ser considerada, conforme avaliação médica, em uma janela de até quatro horas e meia após o início dos sintomas”, destaca Wanderson Dias.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
O HE é porta de entrada da rede estadual de saúde no atendimento de quem sofreu um AVC

O atendimento nas primeiras horas é decisivo porque o AVC pode comprometer rapidamente áreas do cérebro. Por isso, a população não deve oferecer medicamentos por conta própria, alimentos ou bebidas, nem tentar levar a pessoa ao serviço de saúde sem avaliar a necessidade de acionar o socorro especializado.

“Esses cuidados ajudam a recuperar movimentos, comunicação e atividades do cotidiano, favorecendo a autonomia do paciente. O acompanhamento médico também é essencial para investigar a causa do AVC, controlar os fatores de risco e prevenir novos episódios”, afirma o médico.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
O AVC é a segunda principal causa de morte no mundo. Segundo especialistas, uma entre 4 pessoas podem serfor da doença em algum momento da vida

O AVC é uma emergência, mas não significa necessariamente incapacidade permanente. De acordo com o neurocirurgião Wanderson Dias, há pacientes que conseguem voltar para casa sem sequelas quando recebem o tratamento adequado em tempo oportuno.

Ao perceber os sinais, cada minuto conta: reconhecer, chamar o socorro e garantir atendimento rápido pode mudar o desfecho e preservar vidas.

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Saúde
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