quinta-feira, 22 de outubro de 2026

HIPERTENSÃO INFANTIL

Governo do Amapá alerta para os riscos da hipertensão infantil e o impacto do tempo de tela

Com hábitos alimentares ricos em sódio e rotinas cada vez mais sedentárias, quadros de hipertensão e alterações metabólicas têm atingido crianças e adolescentes.

Roberta Corrêa
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Uso excessivo de telas e sedentarismo aumentam o risco de hipertensão e alterações metabólicas em crianças
Uso excessivo de telas e sedentarismo aumentam o risco de hipertensão e alterações metabólicas em crianças · Foto: Gabriel Maciel

O Governo do Amapá faz um alerta aos pais e responsáveis sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce da hipertensão arterial infantil. No Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), os casos são cada vez mais frequentes, seguindo a realidade nacional.

Dados da pesquisa Brasil Coração Saudável, realizada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apontam que a hipertensão atinge 28,3% de crianças e adolescentes até 18 anos no país. Além disso, a pré-hipertensão já alcança 11,6% dos indivíduos nessa mesma faixa etária.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa

Com a expansão e a maior acessibilidade aos serviços de cardiologia no novo HCA, a identificação de alterações orgânicas em idades precoces tornou-se mais frequente. Ao analisar as causas desse cenário, especialistas reforçam que os hábitos alimentares e comportamentais da atualidade desempenham papel decisivo.

O consumo elevado de alimentos ultrasprocessados ricos em sal, condimentos e corantes, aliado ao excesso de tempo em frente às telas, tem acendido o sinal vermelho nos consultórios.

De acordo com a médica cardiologista pediátrica Dra. Ana Chucre, a mudança na rotina das famílias exige atenção imediata às escolhas diárias. A profissional ressalta que atitudes simples do dia a dia têm o poder de transformar vidas e proteger o futuro dos jovens.

Crédito: Rodrigo Abreu/Sesa
médica cardiologista pediátrica Dra. Ana Chucre

"Comecem a olhar para o comportamento e para a rotina diária das crianças. O simples pode salvar uma vida, e esse simples começa por uma boa alimentação e mais movimento no dia a dia. Uma criança doente hoje será um adulto doente amanhã", alerta a especilista.

O uso prolongado de dispositivos como celulares, tablets e televisão afeta diretamente o organismo em desenvolvimento. 

“Falta de movimento, horas paradas diante de telas reduzem o gasto energético, favorecendo o ganho de peso e o desenvolvimento de obesidade infantil, perda de sono, diminui horas de descanso e a exposição à iluminação de telas antes de dormir prejudicam a qualidade do sono e consequentemente aumenta danos ao sistema cardiovascular e ao metabolismo”, reforça a médica.

O Governo do Amapá reforça a orientação para que famílias e educadores incentivem a prática de atividades físicas ao ar livre, a limitação do tempo diário diante de telas e a adoção de refeições balanceadas, ricas em alimentos naturais.

Roberta Corrêa - Sesa

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