
Representantes do Amapá, Amazonas, Maranhão, Pará e Roraima participam, até esta quarta-feira, 21, em Macapá, da Reunião Técnica do Plano Estratégico Brasil Livre de Peste Suína Clássica. O encontro, realizado pelo Governo do Amapá, na sede da Agência de Defesa e Inspeção Agropecuária do Estado (Diagro), busca alinhar estratégias de vigilância sanitária e fortalecer as medidas de prevenção e controle da doença.
O objetivo é avançar na preparação dos estados para a obtenção do reconhecimento de área livre da peste suína clássica, condição que amplia as oportunidades de comercialização e fortalece a segurança sanitária da produção. A iniciativa segue uma estratégia nacional que busca ampliar as áreas livres da enfermidade, a exemplo dos avanços alcançados pelo Brasil no combate à febre aftosa.
“O objetivo principal do encontro é apresentar ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) o projeto de área livre de peste suína clássica. Essa é, de fato, a meta de todos os estados do Brasil, assim como conseguimos, há poucos anos, o status de área livre de febre aftosa”, destacou o presidente da Diagro, Álvaro Cavalcante.
Impacto direto
A programação inclui a apresentação dos resultados dos inquéritos soroepidemiológicos realizados pelos estados participantes, a avaliação das ações de vigilância já executadas e o planejamento das próximas etapas. As discussões também buscam alinhar os procedimentos técnicos necessários para avançar no reconhecimento sanitário das áreas atualmente classificadas como não livres da doença.
Vigilância integral
A Gerência do Programa Nacional de Sanidade dos Suídeos (PNSS) trabalha na elaboração da proposta de solicitação do reconhecimento internacional de área livre de peste suína clássica junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), prevista para 2027. No Amapá, as ações integram o Plano Integrado de Vigilância de Doenças dos Suínos, que contribui para ampliar a capacidade de monitoramento epidemiológico e de resposta do serviço veterinário oficial.
O trabalho conjunto entre os estados e o Governo Federal é considerado estratégico para o cumprimento das metas nacionais, que preveem avanços na erradicação da doença nas zonas não livres do país até 2028. No Amapá, o fortalecimento da Diagro, com investimentos em equipamentos e melhores condições de trabalho, também contribui para ampliar a capacidade de fiscalização, pesquisa e proteção da suinocultura.
- Local
- Amapá (município)
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