quarta-feira, 21 de outubro de 2026

PREVENÇÃO

Governo do Amapá orienta acompanhantes sobre cuidados com crianças internadas no HCA

Higienização das mãos e restrição de circulação entre leitos estão entre as atitudes simples, mas que ajudam a proteger pequenos pacientes durante a internação.

Sávio Almeida
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Equipa de saúde do HCA repassa instruções diretas à mãe acompanhante sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação cruzada e proteger a criança durante a internação
Equipa de saúde do HCA repassa instruções diretas à mãe acompanhante sobre os cuidados necessários para evitar a contaminação cruzada e proteger a criança durante a internação · Foto: Gabriel Maciel

Em alusão à Semana Internacional de Prevenção de Infecções, comemorada neste mês de outubro, o Governo do Amapá reforça a parceria entre a equipe multidisciplinar e os familiares para garantir um ambiente seguro no Hospital da Criança e do Adolescente (HCA), em Macapá. A enfermeira responsável técnica pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar da unidade de saúde, Dirley Cardoso Moreira, ressalta que a higienização adequada das mãos é a principal medida de proteção contra a entrada e disseminação de microrganismos.

"A lavagem das mãos se faz de duas formas: quando a sujeira está visível, pode ser feita com água e sabão; quando não está visível, usa-se o álcool em gel. É fundamental higienizar as mãos antes e depois de tocar no paciente, e também após pegar em superfícies próximas ao leito", pontua Dirley Moreira.

Crédito: Gabriel Maciel/Sesa
Dirley Cardoso Moreira, enfermeira responsável técnica pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do HCA

Além da higiene das mãos, a rotina de prevenção dentro das enfermarias envolve o cuidado rigoroso com objetos pessoais, roupas e brinquedos. A especialista explica que o uso da roupa hospitalar fornecida pela unidade, a escolha de brinquedos laváveis, evitando pelúcias, e o controle no uso do celular são essenciais para evitar a contaminação do ambiente.

"Recomendamos que as mães utilizem a roupa doada pelo hospital para não trazer contaminação de fora. Os brinquedos devem ser sempre laváveis. O celular também exige uso racional e constante higienização, sendo proibido em áreas críticas como a UTI pelo alto risco de infecção", alerta a enfermeira.

Limite de atuação do acompanhante

Outro ponto crucial de conscientização é o respeito aos limites da atuação dos acompanhantes, que não devem manipular dispositivos médicos nem descuidar da organização do espaço. Dirley reforça que procedimentos assistenciais são exclusivos da equipe de saúde e que a manutenção do ambiente limpo é parte integrante do tratamento.

"Os acompanhantes são orientados a não mexer em equipamentos, bombas de infusão, monitores ou curativos, pois essa manipulação é restrita à equipe assistencial. Pedimos também atenção à correta segregação do lixo, não deitar no leito da criança e manter a organização do espaço", destaca a técnica.

Trabalho educativo

Para garantir a adesão a essas práticas, a linha de cuidado inicia-se logo no acolhimento do paciente, combinando orientação verbal e material educativo. A enfermeira ressalta que o trabalho educativo é constante em todos os setores e é acompanhado de perto pelo monitoramento diário da equipe de saúde.

"Desde a admissão, a família recebe orientações escritas e verbais da equipe multiprofissional, reforçadas nas clínicas e na UTI. Paralelamente, a comissão realiza a busca ativa diária de resultados laboratoriais para monitorar e prevenir as infecções relacionadas à assistência", explica Dirley.

A união entre a técnica dos profissionais e o cuidado atento dos acompanhantes assegura um tratamento mais humanizado, protegido e eficiente para as crianças em recuperação no HCA.

Área
Saúde
Local
Macapá
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