terça-feira, 20 de outubro de 2026

SAÚDE E BEM-ESTAR

Governo do Amapá reforça combate à osteoporose com foco no diagnóstico precoce e cuidado contínuo

Doença evolui sem sintomas aparentes; avaliação médica e exames no Hospital Alberto Lima ajudam a preservar a mobilidade dos pacientes.

Sávio Almeida
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Postura encurvada e dores nas costas podem indicar fraturas vertebrais causadas pela osteoporose. Identificar os fatores de risco precocemente é essencial para prevenir complicações
Postura encurvada e dores nas costas podem indicar fraturas vertebrais causadas pela osteoporose. Identificar os fatores de risco precocemente é essencial para prevenir complicações · Foto: Divulgação Internet

Em alusão ao Dia Mundial da Osteoporose, celebrado nesta terça-feira, 20, o Governo do Amapá alerta a população para a importância do diagnóstico precoce da enfermidade, caracterizada pela redução da massa óssea e o consequente enfraquecimento do esqueleto. A reumatologista do Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (Hcal), Gabriella Oliveira, explica que a condição avança de maneira silenciosa e que a dor só surge quando a perda mineral já resultou em lesões graves.

"A osteoporose não causa dor; o que provoca o desconforto é a sua consequência, que é a fratura. Essa lesão pode ocorrer por baixo impacto, como uma simples queda ou até espontaneamente. Sinais como perda de altura, postura encurvada e dores nas costas já costumam ser decorrentes de fraturas vertebrais. Por isso, é fundamental identificar os fatores de risco antes que isso aconteça", alerta a médica.

Crédito: Divulgação
Gabriella Oliveira, reumatologista do Hcal

Na rede pública estadual de saúde, o fluxo inicia na Atenção Primária, nos postos municipais, que realizam a triagem e o encaminhamento via Sistema de Regulação (Sisreg). Para os casos que demandam investigação aprofundada e acompanhamento especializado, o suporte é oferecido no Hcal. A médica destaca que o rastreamento por densitometria óssea é recomendado preventivamente para mulheres a partir dos 65 anos e homens aos 70, mas que a avaliação clínica pode indicar a necessidade do exame em idades mais jovens.

"A densitometria pode ser necessária antecipadamente a depender dos fatores de risco, como menopausa precoce, uso prolongado de corticoides ou histórico pessoal e familiar de fratura por fragilidade. É a avaliação médica que vai definir quais pacientes precisam dessa investigação precocemente", enfatiza a reumatologista.

Crédito: Divulgação/Internet
A diminuição da massa óssea ao longo do tempo aumenta os poros que fragilizam o esqueleto

Além do diagnóstico e do tratamento medicamentoso adequado, a preservação da saúde óssea exige a adoção de hábitos saudáveis e medidas de segurança no cotidiano do paciente. A médica orienta que uma dieta rica em cálcio e proteínas, a manutenção dos níveis de vitamina D e a prática de exercícios para fortalecimento muscular e equilíbrio são indispensáveis para evitar o agravamento do quadro.

"Dentro de casa, é importante evitar tapetes soltos, manter o ambiente bem iluminado e instalar barras de apoio no banheiro ou em locais de maior dificuldade de acesso para o idoso. Com o diagnóstico precoce, o tratamento correto e essas medidas de proteção, reduzimos o risco de fraturas e garantimos que o paciente envelheça com mais autonomia, segurança e qualidade de vida", reforça a especialista.

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Saúde
Local
Macapá
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