terça-feira, 20 de outubro de 2026

EDUCAÇÃO

Governo do Amapá valoriza literatura regional e tradições culturais com abertura do 10º Cipela na Ueap

Ciclo de palestras reúne escritores regionais e estudantes para compartilhar experiências e discutir a contribuição de manifestações culturais, como o Marabaixo, para a literatura amapaense.

Luan Rodrigues
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Ueap iniciou o 10º Cipela com destaque para a literatura amapaense, o Marabaixo e as tradições culturais do estado
Ueap iniciou o 10º Cipela com destaque para a literatura amapaense, o Marabaixo e as tradições culturais do estado · Foto: Luan Rodrigues

O Governo do Amapá deu início na segunda-feira, 19, ao 10º Ciclo de Palestras de Escritores de Literatura (Cipela), realizado pela Universidade do Estado do Amapá (Ueap). O evento é dedicado a aproximar escritores que contribuem para a literatura regional e a comunidade acadêmica.

Crédito: Luan Rodrigues/Ueap
Professora Jennifer Yara

“Cipela é uma atividade curricular de extensão que ocorre há dez anos na Ueap e hoje nós teremos uma palestra sobre marabaixo e literatura e no dia 20 [de outubro] sobre literatura infantojuvenil”, informou a professora do curso de Licenciatura em Letras da universidade, Jennifer Yara.

Uma das Mesas redondas foi composta por Esmeraldina dos Santos, Piedade Lino, Laura do Marabaixo e Negra Áurea, mulheres com importante contribuição para a literatura amapaense que trazem em suas obras as narrativas e tradições vindas de movimentos culturais do estado como o Marabaixo e as contações de histórias.

Crédito: Luan Rodrigues/Ueap
Palestrante Esmeraldina dos Santos

A palestrante Esmeraldina teve muitos desafios na vida. Ela conta que largou os estudos, mas posteriormente finalizou e conseguiu alcançar o grau de mestranda. Hoje, a história de suas raízes, do bairro do Laguinho, podem ser conhecida em diversos livros publicados.

Esmeraldina destacou a importância de discutir a contribuição de manifestações culturais como o Marabaixo para literatura, dentro da academia.

“Nossos estudantes precisam entender que o nosso marabaixo é uma pedagogia, uma pedagogia que nós podemos discutir na universidade e nas escolas, nele se trabalha Arte, História, Biologia, Física, Geografia. O nosso marabaixo é lindo e é isso que nós queremos fazer aqui, é passar para estudantes, professores, o seu tamanho e hoje ele virou patrimônio imaterial do Brasil através de tudo isso”, explicou esmeraldina.

Uma das estudantes do curso de Licenciatura em Letras que puderam aproveitar para apreender o que foi discutido no encontro foi Maria Eduarda Damásio, que destacou a importância de eventos como esse.

Crédito: Luan Rodrigues/Ueap
Estudante Maria Eduarda Damásio

“O Cipela é muito importante para nós acadêmicos, porque valoriza tanto os autores regionais e nossa cultura, como nos aproxima deles e fortalece nosso aprendizado dentro do curso”, disse a estudante.

No dia 20 de outubro, segundo dia de evento, o Cipela focará nas obras amapaenses voltadas para o público infanto juvenil. Importantes escritores desse nicho no estado apresentarão suas obras e contarão um pouco de suas experiências e ideias sobre a literatura no estado.

Crédito: Luan Rodrigues/Ueap
Evento ocorreu no auditório Central da Ueap
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Macapá
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