
O Governo do Amapá reforça a importância da prevenção, da testagem e do tratamento da sífilis, uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST) que pode atingir pessoas de diferentes idades e, quando não tratada, provocar complicações graves. O alerta ganha destaque em outubro, mês marcado pelo Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita, celebrado no terceiro sábado do mês.
Causada por uma bactéria, a sífilis é transmitida principalmente por relações sexuais sem preservativo e também pode passar da gestante para o bebê durante a gravidez. A infecção pode permanecer sem sintomas por períodos prolongados, o que torna a testagem essencial mesmo para quem não apresenta sinais aparentes. Quando surgem, os sintomas podem incluir feridas geralmente indolores nos locais de contato com a bactéria e manchas pelo corpo.
A enfermeira Carine Mendes destaca a importância de procurar os serviços de saúde para realizar o teste e receber orientação adequada. “A testagem é rápida, gratuita e fundamental para identificar a sífilis mesmo quando não há sintomas. O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento adequado e interromper a transmissão da infecção”, orienta.
“Além do uso de preservativos, é importante que as parcerias sexuais também sejam avaliadas e tratadas, quando necessário, para evitar a reinfecção. Gestantes devem realizar o acompanhamento e os testes durante o pré-natal, protegendo a própria saúde e a do bebê”, reforça a profissional.
O exame rápido é gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), e o resultado pode sair em até 30 minutos. Quando a infecção é identificada, a equipe de saúde realiza a avaliação e orienta o tratamento, feito com penicilina, conforme o estágio clínico da doença.
Sem tratamento adequado, a sífilis pode evoluir e comprometer diferentes órgãos, incluindo o sistema nervoso e o cardiovascular. A infecção também pode ser transmitida durante a gestação, causando a sífilis congênita, que pode provocar prematuridade, complicações ao nascimento e óbito fetal. Por isso, a prevenção inclui o uso de preservativos, a realização de testes e o tratamento das pessoas diagnosticadas, além da avaliação das parcerias sexuais para evitar reinfecções.
A porta de entrada para a realização do teste para a doença são as Unidade Básica de Saúde (UBS), onde a pessoa também pode obter orientações sobre prevenção e tratamento. A identificação precoce da infecção e o cumprimento das recomendações dos profissionais de saúde são medidas fundamentais para interromper a transmissão e reduzir as complicações da doença.
Karla Marques - Sesa
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